Panamá suspende operações de sete companhias aéreas venezuelanas

Medida tem a duração prevista de 90 dias renováveis

O Governo panamiano vai adotar medidas de retorsão contra a Venezuela a partir de 25 de abril, suspendendo as operações de sete companhias aéreas venezuelanas por 90 dias, anunciou a Presidência do Panamá.

"O Governo do Panamá aprovou medidas de retorsão contra a República Bolivariana da Venezuela, sustentadas na lei de retorsão e em virtude do princípio de reciprocidade que rege as relações internacionais", lê-se no comunicado de imprensa da Presidência.

O documento, publicado na página na Internet da Presidência panamiana, explica que "o Conselho do Gabinete ordena a suspensão, por um período de noventa (90) dias, prorrogáveis, de todas as atividades de transporte aéreo, de passageiros e carga, das companhias aéreas venezuelanas que operam no Panamá".

As medidas são aplicáveis à Aeropostal Asas da Venezuela, Avior Airlines, Conviasa, Laser, Ravsa, Santa Bárbara Airlines e Turpial Airlines.

Além da medida, a Presidência recorda que em março último passou a incluir a Venezuela na lista de países que aplicam medidas discriminadoras ou restritivas contra os interesses económicos e comerciais internacionais do Panamá.

No passado dia 05 de março, o Governo do Presidente Nicolás Maduro suspendeu as relações económicas e financeiras com 22 pessoas e 46 entidades jurídicas do Panamá, uma medida justificada com a necessidade de proteger o sistema financeiro venezuelano.

A suspensão tem lugar durante 90 dias, renováveis, e entre as pessoas abrangidas pela medida está o Presidente do Panamá, Juan Carlos Valera, os ministros das Relações Exteriores, Isabel de Saint Malo, da Presidência, Álvaro Alemán, e do Governo, Maria Luísa Romero.

A medida, segundo Caracas, deve-se "ao uso recorrente do sistema financeiro panamiano, por venezuelanos, para mobilizar dinheiro e bens provenientes de delitos contra o património público".

Numa ação retaliatória, no dia 30 de março, o Panamá decretou sanções contra o Presidente Nicolás Maduro, e a mais 54 funcionários governamentais e 16 empresas venezuelanas, por "alto risco" em matéria de branqueamento de capitais, financiamento do terrorismo e de armas de destruição maciça.

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