Países do Pacífico devem assinar acordo sobre alterações climáticas

Declaração de segurança é a peça central do 49º Fórum das Ilhas do Pacífico, que começou na última terça-feira em Nauru

Os chefes de Estado dos países do Pacífico devem esta quarta-feira um acordo de segurança para abordar as alterações climáticas, crimes como o tráfico de drogas e a pesca ilegal.

"No mundo globalizado e dada a natureza transfronteiriça de muitos dos desafios que enfrentamos - as mudanças climáticas, a poluição marítima, a pesca insustentável, a criminalidade transnacional - as parcerias e a cooperação são vitais para a construção de um Pacífico, azul, forte e seguro", pode ler-se na página oficial do 49º Fórum das Ilhas do Pacífico, que teve início na terça-feira em Nauru.

Os chefes de Estado desta região consideram as alterações climáticas a maior ameaça à segurança das suas nações, uma vez que as ilhas mais baixas do Pacífico correm o risco de desaparecer com o aumento do nível do mar.

A assinatura da declaração de segurança, que também aborda o cibercrime e as preocupações com a saúde, como doenças transmissíveis e pandemias, é a peça central da reunião de três dias.

Durante a manhã desta quarta-feira, grupos pesqueiros e comunitários do Pacífico assinaram um acordo com a União Europeia com vista a uma pesca mais sustentável, no valor de 35 milhões de euros. A Suécia vai também contribuir com 10 milhões de euros, ao longo de cinco anos.

As tensões com a China marcaram o primeiro dia do Fórum. O Presidente do Nauru, Baron Waqa, acusou um responsável chinês de ter desrespeitado a reunião, por querer falar interrompendo outros lideres.

Na terça-feira, o diplomata chinês Du Qiwen queria falar na reunião, mas Waqa não o deixou, o que levou à saída da delegação chinesa do sala.

"Ele insistiu e foi muito insolente, fez muito barulho e bloqueou a reunião dos líderes por muitos minutos", disse na terça-feira o Presidente de Nauru.

"Talvez porque ele era de um grande país queria intimidar-nos", disse Waqa.

Nauru reconhece Taiwan e não tem relações diplomáticas com a China.

Fundado em 1971, o Fórum é composta por 18 membros: Austrália, Ilhas Cook, Estados Federados da Micronésia, Fiji, Polinésia Francesa, Kiribati, Nauru, Nova Caledónia, Nova Zelândia, Niuê, Palau, Papua Nova Guiné, Ilhas Marshall, Samoa, Ilhas Salomão, Tonga, Tuvalu e Vanuatu.

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