Os dois "heróis" que perseguiram e encurralaram o atirador do Texas

Johnnie Langendorff e outro homem encetaram uma perseguição de automóvel a alta velocidade quando o atirador tentou escapar do local, após matar 26 pessoas

Dois homens que perseguiram Devin Patrick Kelley, o homem de 26 anos que disparou sobre os fiéis numa igreja batista em Sutherland Springs, no Texas, conquistaram a admiração da pequena comunidade com 400 habitantes: Johnnie Langendorff e uma outra pessoa, cuja identidade ainda não foi revelada, encetaram uma perseguição de automóvel a alta velocidade quando Kelley tentou escapar do local do tiroteio, tendo acabado por revelar à polícia a localização do atacante, que fugia de carro e acabou por se despistar.

Segundo a BBC, que cita a imprensa local, Johnnie Langendorff parou por acaso no cruzamento da igreja onde o tiroteio acabara de acontecer. "Vi dois homens a trocarem tiros, um deles sendo um cidadão da nossa comunidade", explicou. "Ele veio até ao meu carro muito perturbado, com uma arma. Disse-me rapidamente o que tinha acontecido. Entrou na minha carrinha e eu soube que era hora de arrancar".

Os dois viajaram a mais de 150km/h atrás do automóvel do atirador, até que Devin Kelley se despistou. "Levámos a polícia até ele", garantiu Langendorff.

O suspeito do ataque foi depois encontrado morto dentro do veículo. Não era claro se morrera devido a ferimentos de bala autoinfligidos ou em consequência dos disparos do homem que o enfrentou após o tiroteio na igreja, mas esta segunda-feira o xerife do condado de Wilson, Joe Tackitt, disse à CBS que o homem se suicidou depois de se ter despistado. "Houve troca de tiros. Acredito que na estrada também, e então o atirador teve um acidente de automóvel", disse Tackitt, citado pela agência Reuters. "Nesta altura, acreditamos que ele se suicidou".

A identidade do homem que perseguiu o atacante com Langendorff não foi revelada.

O Facebook de Langendorff foi entretanto inundado por mensagens de pessoas que lhe elogiam a coragem e agradecem o "bom trabalho" como "herói da América". "Deus te abençoe por teres intervindo", escreve uma internauta. "És um bom homem", acrescenta outro.

O alegado atirador, Devin Patrick Kelley, foi dispensado da Força Aérea dos EUA em 2014, depois de ser julgado em tribunal marcial por agressões à mulher e filho. Os motivos que o levaram a abrir fogo numa igreja batista ainda estão por esclarecer.

Donald Trump, que está em viagem pela Ásia, já falou sobre o tiroteio, referindo que o problema não é a falta de regras para o controlo de armas, mas uma questão de "problemas mentais".

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