Oposição venezuelana vence Prémio Sakharov 2017 do Parlamento Europeu

O prémio, no valor de 50 mil euros, será entregue na sessão plenária de dezembro

A posição venezuelana venceu hoje o Prémio Sakharov 2017 "pela coragem demonstrada por estudantes e políticos na luta pela liberdade", anunciou o Parlamento Europeu (PE).

A decisão foi hoje tomada em conferência de presidentes do PE, tendo a candidatura da oposição venezuelana ao Prémio Sakharov -- que celebra a liberdade de pensamento -- sido apresentada pelos grupos do Partido Popular Europeu (PPE) e Liberal (ALDE).

"Este prémio irá contribuir para a restauração da liberdade, da democracia, da paz, dos direitos humanos e do primado da lei na Venezuela", disse o porta-voz do PPE para os diretos humanos, José Ignacio Salafranca.

Por seu lado, o líder do ALDE, Guy Verhofstadt, salientou que o galardão "apoia a luta das forças democráticas por uma Venezuela democrática".

O prémio, no valor de 50 mil euros, será entregue na sessão plenária de dezembro.

Em 2016, as ativistas da minoria Yazidi Nadia Murad e Lamia Haji Bachar venceram o Prémio Sakharov.

Nelson Mandela e o dissidente soviético Anatoly Marchenko (a título póstumo) foram os primeiros galardoados pelo PE, em 1988.

Em 1999, o galardão foi entregue a Xanana Gusmão (Timor-Leste) e, em 2001, ao bispo Zacarias Kamwenho (Angola).

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

Os irados e o PAN

A TVI fez uma reportagem sobre um grupo de nome IRA, Intervenção e Resgate Animal. Retirados alguns erros na peça, como, por exemplo, tomar por sério um vídeo claramente satírico, mostra-se que estamos perante uma organização de justiceiros. Basta, aliás, ir à página deste grupo - que tem 136 000 seguidores - no Facebook para ter a confirmação inequívoca de que é um grupo de gente que despreza a lei e as instituições democráticas e que decidiu fazer aquilo que acha que é justiça pelas suas próprias mãos.

Premium

Margarida Balseiro Lopes

Falta (transparência) de financiamento na ciência

No início de 2018 foi apresentado em Portugal um relatório da OCDE sobre Ensino Superior e a Ciência. No diagnóstico feito à situação portuguesa conclui-se que é imperativa a necessidade de reformar e reorganizar a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), de aumentar a sua capacidade de gestão estratégica e de afastar o risco de captura de financiamento por áreas ou grupos. Quase um ano depois, relativamente a estas medidas que se impunham, o governo nada fez.