Onze príncipes sauditas detidos por protestos por terem de pagar água e luz

O governo saudita está a tentar fazer reformas económicas profundas

Onze príncipes sauditas foram detidos por protestos contra a austeridade num palácio real em Riade, informaram as autoridades sauditas, segundo a Reuters. O motivo do protesto? O governo decidiu deixar de pagar as contas de água e eletricidade aos príncipes.

O governo saudita está a tentar fazer reformas económicas profundas: no início deste ano lançou pela primeira vez um imposto sobre o valor acrescentado (o IVA), tentado obter outras fontes de receita para sustentar um orçamento que é alimentado sobretudo pela venda de petróleo. Está também a tentar cortar nos privilégios concedidos aos membros da realeza.

Os cortes visam compensar a queda nas receitas da venda do petróleo, que causaram um défice estimado de 52 mil milhões de dólares em 2018.

O site Sabq.org disse que os príncipes se concentraram num palácio histórico, Qasr a-Hokm, na quinta-feira, a pedir a suspensão do decreto que corta os pagamentos de eletricidade e água. Pediam também uma compensação pela execução de um primo, em 2016, o príncipe Turki bin Saud.

"Apesar de ser informado que as suas exigências não estavam dentro da lei, os onze príncipes recusaram-se a abandonar a área, perturbando a paz e ordem públicas", diz um comunicado do procurador, citado na Reuters.

A ascensão do príncipe herdeiro saudita, Mohammad bin Salman, de 32 anos, e do seu estilo reformista, por vezes agressivo, tem aberto muitas tensões dentro da família real alargada. Em novembro, dezenas de príncipes e milionários foram detidos no Ritz-Carlton.

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