ONU regista aumento do número de vítimas civis no Afeganistão

Maior parte das vítimas resulta de atentados

O Afeganistão registou, no primeiro semestre de 2017, um novo aumento de vítimas civis, com 1.662 mortos e 3.581 feridos entre a população civil, sobretudo na região de Cabul, anunciou hoje a Organização das Nações Unidas.

A maior parte das vítimas (40 por cento) foram atingidas por explosivos em atentados com minas terrestres ou por engenhos explosivos de fabrico artesanal, especificou a missão da ONU no Afeganistão (MANUA), no relatório semestral, divulgado hoje.

Nos primeiros seis meses do ano, atentados suicidas ou explosões provocadas por veículos armadilhados, fizeram 259 mortos e 892 feridos, correspondendo a um aumento a 15 por cento, em relação a 2016.

Um número significativo de vítimas resultou do ataque suicida contra o bairro diplomático de Cabul, no dia 31 de maio, e que fez 92 mortos segundo as Nações Unidas e 150 de acordo com o presidente Ashraf Ghani -- e mais de 500 feridos.

O número de mulheres, vítimas mortais de minas terrestres e de raids aéreos contra posições talibã e do grupo Estado Islâmico, atingiu as 174 o que significa um aumento de 23 por cento em relação ao mesmo período do ano passado.

No primeiro semestre morreram 436 crianças nas mesmas circunstâncias, correspondendo a um aumento de nove por cento em relação ao primeiro semestre de 2016.

Os ataques concentraram-se em 15 das 34 províncias do Afeganistão, sobretudo nos primeiros três meses do ano.

As regiões mais atingidas são Cabul, Helmand, Kandahar e Uruzfgan, no sul, Nangarhar no leste, Herat e Faryab na zona oeste do país, Laghman no centro e Kunduz e Farah no norte.

A missão das Nações Unidas no Afeganistão responsabiliza, mais uma vez, as forças antigovernamentais, pela aumento do número de vítimas civis.

No passado mês de janeiro, a MANUA, contabilizou 26.500 mortos e 49 mil feridos civis, vítimas de violência, entre 2009 e o início de 2017.

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