ONU anuncia acordo de cessar-fogo em Tripoli

A missão das Nações Unidas na Líbia (MANUL) anunciou esta terça-feira a assinatura de um acordo de cessar-fogo entre os grupos armados envolvidos em confrontos em Tripoli, na Líbia, que matou pelo menos 50 pessoas desde 27 de agosto

"Sob os auspícios do enviado especial da ONU para a Líbia, Ghassan Salamé, um acordo de cessar-fogo foi concluído e assinado hoje, para acabar com todas as hostilidades, proteger os civis e salvaguardar os bens públicos e privados", declarou a MANUL, citada na agência de notícias France-Presse.

A missão das Nações Unidas na Líbia mencionou na sua conta da rede social Twitter que o acordo prevê também a reabertura do único aeroporto que opera em Tripoli, fechado desde 31 de agosto por causa da violência.

A MANUL salientou, no entanto que "a reunião de hoje não teve como objetivo resolver todos os problemas de segurança na capital líbia" e que o objetivo era "chegar a um acordo sobre uma estrutura mais ampla para abordar essas questões".

Segundo a MANUL, na conversa fechada à imprensa, participaram "oficiais militares e líderes de vários grupos armados presentes dentro e ao redor da capital", assim como o ministro do Interior e outros representantes do Governo da Unidade Nacional (GNA) da Líbia, reconhecido pela comunidade internacional.

As autoridades líbias anunciaram hoje que pelo menos 50 pessoas, incluindo civis, morreram nos confrontos dos últimos dias entre grupos armados rivais, em Tripoli, enquanto a missão das Nações Unidas (ONU) intensifica os esforços para um cessar-fogo.

Os combates irromperam na semana passada, quando a Sétima Brigada, milícias de Tarhouna, uma cidade a cerca de 60 quilómetros a sul de Tripoli, atacou os bairros do sul da capital.

As Brigadas dos Revolucionários de Tripoli e a Brigada Nawasi, milícias próximas ao Governo apoiado pela ONU, em Tripoli, saíram em defesa da cidade.

A Líbia caiu no caos, após a revolta de 2011 que derrubou o governador Muammar Kadhafi e levou à sua morte.

O país é governado por autoridades rivais em Trípoli, cada um dos quais é apoiado por um conjunto de milícias.

Ler mais

Exclusivos