OMS quer eliminar gorduras "trans" da alimentação em cinco anos

Alguns países têm eliminado virtualmente gorduras trans ao limitarem as quantidades permitidas em alimentos embalados

A Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou esta segunda-feira um plano para ajudar os países a eliminar gorduras 'trans' da alimentação da população até 2023, segundo um comunicado hoje divulgado.

A OMS considera que a eliminação das gorduras 'trans' (processadas a nível industrial) é "fundamental para prevenir mortes em todo o mundo", uma vez que o consumo deste tipo de alimentos é responsável pela morte de mais de 500 mil de pessoas, anualmente, em consequência de doenças cardíacas.

"Porque devem as nossas crianças ter um ingrediente inseguro nos seus alimentos?", pergunta o diretor geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, no comunicado, salientando ainda que implementar a estratégia da OMS para substituir gorduras trans, incluindo promover alternativas saudáveis e legislar contra ingredientes prejudiciais, iria removê-las da cadeia alimentar e marcar uma vitória maioria contra doenças cardíacas.

Vários países desenvolvidos têm eliminado virtualmente gorduras trans, ao impor limites nas quantidades permitidas em alimentos embalados. Alguns deles até chegaram a proibir parcialmente óleos hidrogenados, a principal fonte de gorduras trans produzidas industrialmente, disse a OMS.

"A gordura trans é um químico tóxico desnecessário que mata, e não existem motivos para as pessoas à volta do mundo continuarem a ser expostas", disse Tom Frieden, ex-diretor dos Centros de Controlo de Doenças dos Estados Unidos, que atualmente lidera a Resolve, uma iniciativa na área da saúde.

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