OMS declara novo surto de ébola na República Democrática do Congo

Havia nove suspeitas de casos da febre hemorrágica Ébola no país e três dos pacientes acabaram por morrer. Um dos mortos tinha o vírus

A Organização Mundial de Saúde declarou esta sexta-feira que há um novo surto de ébola na República Democrática do Congo (RDC), após uma pessoa ter morrido com o vírus.

As autoridades dizem que havia nove suspeitas de casos da febre hemorrágica Ébola no nordeste do país. Três dos pacientes acabaram por morrer e foi confirmado que pelo menos uma das vítimas mortais tinha ébola.

"O nosso país deve enfrentar um surto do vírus Ébola que constitui uma crise de saúde pública de importância internacional", disse o ministério da saúde da República Democrática do Congo num comunicado. Segundo o ministério, as vítimas começaram a ficar doentes na província de Baixo Uele, uma zona de difícil acesso, a partir do dia 22 de abril.

"É uma zona muito remota, muito florestal, então temos um pouco de sorte", disse Eugene Kabambi, porta-voz da OMS na República Democrática do Congo, citado pela Reuters. "Nós levamos sempre [estas situações] a sério".

O último surto de ébola na RDC foi em 2014 e matou cerca de 42 pessoas. Um ano antes, em 2013, o vírus fez mais de 11 mil mortos e cerca de 28600 infetados em países como a Serra Leoa, Libéria e Guiné.

A RDC já foi afetada por este surto oito vezes, sendo esta a nona vez que lida com a doença altamente contagiosa.

As primeiras equipas de especialistas, que incluem biólogos, especialistas em higiene e saneamento, entre outros, chegam entre hoje e amanhã a Litaki.

O objetivo é o de iniciar o trabalho de seguimento das pessoas que tiveram contacto com os casos suspeitos, para tentar conter o vírus dentro de um espaço geográfico delimitado.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

Premium

Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.