Omarosa diz-se "pronta" para testemunhar contra Trump num processo de destituição

A antiga conselheira presidencial está disponível para falar sobre o que sabe sobre a influência russa nas presidências de 2016 sobre um possível processo de destituição de Donald Trump

"Tenho a verdade do meu lado, assim como centenas de emails, documentos e outras coisas", garantiu Omarosa Manigault Newman, antiga conselheira presidencial de Donald Trump, que afirmou estar disponível para testemunhar no congresso contra o presidente dos EUA num eventual processo de destituição.

Em entrevista ao podcast "Skullduggery, da Yahoo News , Omarosa assegura estar preparada para prestar o seu testemunho sobre o que sabe em relação à influência russa nas eleições presidências de 2016. "Estou totalmente disposta e pronta para testemunhar, cooperar, ajudar a avançar com a investigação".

Antigos colaboradores de Trump a braços com a justiça

Omarosa afirmou, no entanto, que não foi contactada pelo Comité do Congresso, mas que tem colaborado com o procurador Robert Mueller, que lidera a investigação sobre a interferência russa nas eleições, à qual Donald Trump se refere como uma "caça às bruxas".

Um eventual processo de destituição (impeachment, em inglês) voltou a estar na ordem do dia depois do ex-advogado de Trump, Michael Cohen, se assumir como culpado de vários crimes de evasão fiscal, de violar da lei de financiamento na campanha eleitoral de 2016 a pedido do "candidato", o atual presidente dos EUA. Já o antigo diretor de campanha de Trump, Paul Manafort, foi condenado no passado dia 21, terça-feira, por oito crimes fiscais no tribunal de Alexandria, perto de Washington.

Nos Estados Unidos, o impeachment, ou impugnação de mandato, decorre em duas etapas: primeiro, a Câmara dos Representantes deve votar uma acusação e, depois, cabe ao Senado julgar o Presidente, podendo condená-lo, por uma maioria de dois terços dos votos, ou absolvê-lo. No entanto, as duas câmaras do Congresso têm maioria republicana.

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