Nove alpinistas mortos após tempestade nos Himalaias

Cinco sul-coreanos e os quatro guias nepaleses estavam no campo base do monte Gurja quando foram atingidos pelo mau tempo.

Os corpos dos cinco alpinistas sul-coreanos e quatro guias nepaleses foram localizados pelas autoridades no campo base do monte Gurja, nos Himalaias, que foi destruído por uma tempestade de neve. O ministério dos Negócios Estrangeiros de Seul falou em "ventos violentos" que levaram os alpinistas a cair de uma falésia.

Inicialmente, o helicóptero de socorro só tinha conseguido localizar oito corpos, não tendo conseguido pousar perto do campo devido às más condições atmosféricas.

"Pensamos que tenha havido uma tempestade de neve porque as árvores estão partidas e as tendas destruídas. Até os corpos das vítimas estão espalhados", disse o porta-voz da polícia Sailesh Thapa à agência francesa AFP.

"Tudo foi levado, as tendas voaram. O tempo está frio demais para continuar as buscas", afirmou o piloto do helicóptero Siddartha Gurung à mesma agência.

Os alpinistas sul-coreanos e os guias estavam acampados desde o início de outubro no sopé do cume de 7193 metros, à espera de uma aberta que poderia permitir a ascensão. O campo base do monte Gurja, na região nepalesa de Annapurna, localiza-se perto dos 3500 metros.

A expedição era liderada pelo alpinista sul-coreano Kim Chang-ho, que foi em 2013 o mais rápido a escalar os 14 picos mais altos do mundo sem ajuda de garrafas de oxigénio.

Só cerca de 30 alpinistas conseguiram conquistar o Gurja, que já custou a vida a quatro pessoas desde 1969, quando foi pela primeira vez conquistado por uma equipa japonesa.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Isabel Moreira ou Churchill

Numa das muitas histórias que lhe são atribuídas, sem serem necessariamente verdadeiras, em resposta a um jovem deputado que, apontando para a bancada dos Trabalhistas, perguntou se era ali que se sentavam os seus inimigos, Churchill teria dito que não: "Ali sentam-se os nossos adversários, os nossos inimigos sentam-se aqui (do mesmo lado)." Verdadeira ou não, a história tem uma piada e duas lições. Depois de ler o que publicou no Expresso na semana passada, é evidente que a deputada Isabel Moreira não se teria rido de uma, nem percebido as outras duas.