Obama faz dotação de 500 milhões de dólares para fundo verde da ONU

Administração Obama prometeu em 2014 contribuir com três mil milhões de dólares para o fundo das Nações Unidas destinado ao clima.

A administração cessante do Presidente Barack Obama anunciou terça-feira a contribuição de 500 milhões de dólares para o "fundo verde" da Organização das Nações Unidas para o clima, três dias antes de passar a pasta a Donald Trump.

O acordo de Paris sobre o clima assinado no final de 2015 foi um dos sucessos do Presidente Obama, enquanto o seu sucessor, Donald Trump, era particularmente cético relativamente à luta contra o aquecimento global.

Um ano antes do acordo da Cimeira do Clima em Paris, a administração Obama anunciou, em novembro de 2014, uma contribuição de três mil milhões de dólares para o fundo verde da ONU para o clima.

Terça-feira, três dias antes da investidura de Donald Trump como o 45.º Presidente dos Estados Unidos da América, o Departamento de Estado indicou que fará uma contribuição de 500 milhões de dólares suplementares para o "fundo verde" do clima, depois de num ano ter contribuído com 500 milhões.

Este fundo representa "a maior instituição financeira multilateral do mundo consagrada à luta contra o aquecimento global", disse a diplomacia americana, sublinhando que "mais de 180 países criaram programas para a redução da emissão de gases".

Na passada semana, perante o Congresso, o futuro patrão da diplomacia americana nomeado por Donald Trump, o ex-presidente executivo da petrolífera ExxonMobil, Rex Tillerson, considerou "importante" que os Estados Unidos continuem mobilizados na luta internacional contra o aquecimento global.

"Nenhum país pode resolver sozinho este problema", sublinhou Rex Tillerson, deixando entender que é favorável a que Washington continue a integrar o acordo de Paris, assinado em dezembro de 2015 por 195 países e no qual o Presidente Obama desempenhou um papel fundamental.

Durante a campanha eleitoral, Donald Trump prometeu fazer sair Washington do acordo sobre o clima e já depois de eleito manifestou ter "abertura" para a questão.

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