Obama abre a carteira: mil milhões para combater o cancro

Presidente americano tinha dito, no discurso do Estado da União, que o combate ao cancro era um objetivo nacional. Agora anuncia o dinheiro a investir no projeto

A Casa Branca propôs hoje um orçamento de mil milhões de dólares (cerca de 918 milhões de euros) para financiar uma nova iniciativa do Presidente norte-americano, Barack Obama, para eliminar o cancro.

"A ciência está pronta para um novo esforço concentrado que esta iniciativa pode produzir", referiu, em comunicado, a Presidência norte-americana.

No discurso sobre o Estado da União, proferido em janeiro, o Presidente Barack Obama pediu ao vice-presidente, Joe Biden, para liderar a iniciativa nacional para eliminar o cancro.

Um orçamento de 195 milhões de dólares foi já disponibilizado pelos institutos nacionais de saúde para que o novo esforço de pesquisa do cancro possa começar imediatamente.

O Presidente Obama vai pedir ao Congresso uma verba adicional de 755 mil milhões de dólares.

"O nosso objetivo é superar os obstáculos burocráticos que a ciência pode fazer aos resultados", afirmou Joe Biden, numa declaração.

Segundo o Vice-Presidente norte-americano, apenas 5% dos doentes com cancro podem participar em ensaios clínicos e a maioria não tem acesso aos seus próprios dados médicos.

"Os oncologistas que tratam mais de 75% dos doentes têm acesso à investigação e aos mais recentes avanços registados", lamentou.

A nova iniciativa visa especialmente desenvolver novas vacinas contra o cancro e deteção precoce da doença para a eliminar.

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Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.