O brexit em memes: nem tudo é triste

No rescaldo do referendo da União Europeia há quem faça humor nas redes sociais

A decisão do Reino Unido em deixar a União Europeia abalou os mercados mundiais e deixou muita gente à beira de um ataque de ansiedade. Mas algumas pessoas veem o caso como uma óptima oportunidade de fazer bom humor.

Eis alguns dos memes que surgiram nas redes sociais desde o resultado do referendo da União Europeia.

Zeus e Europa

No mito grego, Zeus, arrebatado por Europa, decide disfarçar-se como um touro branco e raptar a bela donzela, levando-a para a ilha grega de Creta.

O verdadeiro custo da partida

A verdadeira tragédia do brexit: Adeus bolos doces, vinhos finos e cerveja de qualidade, olá feijão cozido.

Mensagem

A maioria dos jovens da Grã-Bretanha votou para permanecerem, portanto, a mensagem explica que a do Reino Unido está a ignorar a sua entrada e que sair da UE vai ser difícil. Aqui está uma maneira prática para dar a má notícia.

Diretamente para fora da Europa

A maioria das gerações mais antigas também não quer sair. Aqui é uma referência que eles vão entender. A saída direta da União Europeia pode ser uma versão da música "Straight Outta Compton" dos N.W.A.

Será que ninguém pensou nos amimais?

Parece que é melhor o Fluffy e o Fido obter um visto porque isto de fazer um passaporte de animal de estimação britânico não é através da fronteira.

A libra no buraco

O que é que se faz quando a moeda cai para o seu nível mais baixo em décadas? Maratona de compras!

Enquanto isso, na América ...

Gralha na Fox News: é União Europeia, não Nações Unidas.

Voltar à libra estrelina

Alguns aproveitaram a oportunidade para ter um outro olhar sobre o infeliz Inglês Winger Raheem Sterling.

Embora outros não tenham visto de que se tratava todo o alarido sobre os mercados.

Escócia: fora amanhã?

J. K. Rowling, criadora de Harry Potter, chamou-lhe como ela viu. Escócia não é feliz, e o Reino pode não ser Unido por muito tempo: Inglaterra, considera-se zona amiga.

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Opinião

"Orrrderrr!", começou a campanha europeia

Através do YouTube, faz grande sucesso entre nós um florilégio de gritos de John Bercow - vocês sabem, o speaker do Parlamento britânico. O grito dele é só um, em crescendo, "order, orrderr, ORRRDERRR!", e essa palavra quer dizer o que parece. Aquele "ordem!" proclamada pelo presidente da Câmara dos Comuns demonstra a falta de autoridade de toda a gente vulgar que hoje se senta no Parlamento que iniciou a democracia na velha Europa. Ora, se o grito de Bercow diz muito mais do que parece, o nosso interesse por ele, através do YouTube, diz mais de nós do que de Bercow. E, acreditem, tudo isto tem que ver com a nossa vida, até com a vidinha, e com o mundo em que vivemos.

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Marisa Matias

Mulheres

Nesta semana, um país inteiro juntou-se solidariamente às mulheres andaluzas. Falo do nosso país vizinho, como é óbvio. A chegada ao poder do partido Vox foi a legitimação de um discurso e de uma postura sexistas que julgávamos já eliminadas aqui por estes lados. Pois não é assim. Se durante algumas décadas assistimos ao reforço dos direitos das mulheres, nos últimos anos, a ascensão de forças políticas conservadoras e sexistas mostrou o quão rápida pode ser a destruição de direitos que levaram anos a construir. Na Hungria, as autoridades acham que o lugar da mulher é em casa, na Polónia não podem vestir de preto para não serem confundidas com gente que acha que tem direitos, em Espanha passaram a categoria de segunda na Andaluzia. Os exemplos podiam ser mais extensos, os tempos que vivemos são estes. Mas há sempre quem não desista, e onde se escreve retrocesso nas instituições, soma-se resistência nas ruas.

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Maria Antónia de Almeida Santos

Ser ou não ser, eis a questão

De facto, desde o famoso "to be, or not to be" de Shakespeare que não se assistia a tão intenso dilema britânico. A confirmação do desacordo do Brexit e o chumbo da moção de censura a May agudizaram a imprevisibilidade do modo como o Reino Unido acordará desse mesmo desacordo. Uma das causas do Brexit terá sido certamente a corrente nacionalista, de base populista, com a qual a Europa em geral se debate. Mas não é a única causa. Como deverá a restante Europa reagir? Em primeiro lugar, com calma e serenidade. Em seguida, com muita atenção, pois invariavelmente o único ganho do erro resulta do que aprendemos com o mesmo. Imperativo é também que aprendamos a aprender em conjunto.