Número de mortos subiu para 15 na Califórnia. Lama inunda áreas ardidas

As autoridades estão a tentar alcançar novas áreas destruídas para encontrar mais vítimas

O número de mortos resultantes da tempestade em Montecito, no estado norte-americano da Califórnia, subiu hoje para 15, numa altura em que as buscas nas áreas atingidas pela torrente de lama ainda não foram dadas como concluídas.

As autoridades no condado de Santa Bárbara, que contabilizaram 25 feridos com a passagem da tempestade, na terça-feira, estão a tentar alcançar novas áreas destruídas naquela zona costeira, para encontrar mais vítimas, feridas ou presas, depois de lama e detritos terem varrido dezenas de casas em Montecito.

A região, que foi há poucos meses afetada por uma vaga de incêndios, foi agora atingida por deslizamentos de terra e pelo menos 50 pessoas tiveram de ser resgatadas por helicóptero, dado o difícil acesso a algumas áreas, devido à queda de árvores e cabos elétricos.

Acredita-se que a maioria das mortes ocorreu em Montecito, disse o porta-voz do condado de Santa Bárbara, David Villa-Lobos.

A primeira grande tempestade da estação abateu-se sobre a maior parte do estado da Califórnia, com ventos fortes, trovoadas e chuvas que quebraram recordes na região da baía de São Francisco, antes de avançar para leste, para Central Valley e Sierra Nevada.

Ler mais

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.