Norte-americana condenada a prisão por recusar vacinar o filho

Rebecca Bredow vai passar sete dias na cadeia por desobediência. Acordou com o pai do filho que a criança seria vacinada, mas depois recuou

Rebecca Bredow, uma norte-americana do Estado do Michigan, foi condenada a sete dias de prisão por se recusar a vacinar o filho de nove anos.

No Michigan, os pais podem decidir legalmente não vacinar ou adiar as vacinas dos filhos, mas Rebecca Bredow infringiu a lei porque, quando se separou do marido, acordou com ele que o filho de ambos seria vacinado, tendo depois recuado na decisão.

O acordo entre ambos foi estabelecido em novembro de 2016. Depois de ter ignorado uma ordem do tribunal para vacinar a criança, Bredow foi condenada na passada quarta-feira por desobediência, estando agora a aguardar detenção para cumprir os sete dias na cadeia.

Na altura do nascimento do filho, o casal tinha decidido adiar a vacinação, mas desde que estão separados - o divórcio concluiu-se em 2008 - pai e mãe tinham custódia partilhada e o pai continuava a ter intenção que o filho fosse imunizado.

Bredow defendeu-se dizendo que a vacinação vai contra as suas "crenças" e afirmou mesmo que prefere ir para trás das grades do que ceder naquilo em que acredita.

À BBC, Barbara Loe Fisher, presidente de uma organização americana sem fins lucrativos dedicada à defesa da vacinação, disse que não é a primeira vez que um pai ou mãe são detidos por recusarem vacinar os filhos.

A legislação federal dos EUA não obriga à vacinação e emite apenas recomendações, deixando a obrigatoriedade ao critério das escolas. Por isso, muitas crianças que os pais preferem não vacinar são ensinadas em casa, para contornar as regras mais rígidas de alguns estabelecimentos de ensino.

No Michigan, as taxas de vacinação são das mais baixas em todos os EUA.

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