Nobel deu "enorme empurrão" ao processo de paz, diz presidente

Juan Manuel Santos, que venceu o Nobel da Paz, disse que prémio "encorajou o povo colombiano"

O Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse hoje que receber o Prémio Nobel da Paz foi "uma prenda dos céus" e que isso deu um "enorme empurrão" ao acordo de paz com as FARC.

Falando nas vésperas da cerimónia de entrega dos prémios, em Oslo, Santos vincou que o prémio "veio como uma prenda dos céus porque deu um enorme empurrão" para alcançar um novo acordo de paz com as FARC, depois de os colombianos terem rejeitado, num referendo em outubro, o primeiro acordo.

"As pessoas na Colômbia interpretaram o Nobel como um mandato da comunidade internacional para persistir, para continuar a tentar alcançar um acordo de paz", disse o Presidente.

"Isso encorajou-me, e encorajou os nossos negociadores, mas particularmente encorajou o povo colombiano para pressionar [por um novo acordo]", acrescentou o chefe de Estado.

O acordo, assinado a 26 de setembro depois de quase quatro anos de conversações, era suposto ter sido ratificado no referendo de 2 de outubro, mas os eleitores rejeitaram a proposta, deixando o país entre a guerra e a paz.

Cinco dias depois, Santos era anunciado como vencedor do Prémio Nobel da Paz.

O Governo e os rebeldes das FARC acabariam por renegociar e assinar um acordo a 24 de novembro.

O conflito de cinco décadas matou mais de 260 mil pessoas, deixou 45 mil desaparecidos e forçou quase sete milhões de pessoas a saírem das suas casas.

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