Um dos ativistas que recebeu o Nobel da Paz 2017 estará no Boom Festival

Leo Hoffmann-Axthelm, ativista da Campanha Internacional para a Abolição das Armas Nucleares, que recebeu o Nobel da Paz em 2017, dá uma conferência de imprensa em Idanha-a-Nova a 24 de julho

É o representante da Campanha Internacional para a Abolição das Armas Nucleares, que recebeu o Prémio Nobel da Paz em 2017. O ativista Leo Hoffmann-Axthelm dará uma conferência no Boom Festival, em Idanha-a-Nova, no Boom Festival, no dia 24 de julho, às 20:00, foi hoje anunciado.

De acordo com a organização do Boom Festival, a conferência "não será sobre quão assustadoras são as armas nucleares, mas sobre o avanço histórico na proibição das últimas armas de destruição em massa, como um primeiro passo para a sua eliminação", refere uma nota de imprensa enviada à agência Lusa.

O Boom Festival diz também que "Leo Hoffmann-Axthelm recordará os primeiros dias da campanha e como conseguiu convencer a maioria das nações do mundo que chegou a altura de superar os boicotes e de banir as armas nucleares, ilegais do ponto de vista do Direito Internacional".

"Com milhares de acidentes e contratempos envolvendo armas nucleares, é um facto matemático que algo terrivelmente mau acontecerá. E, por isso, faz uma grande diferença que compartilhemos este planeta com 15.000 armas nucleares, como hoje acontece, ou se temos uma ou duas mil dessas coisas por aí", lê-se na nota de imprensa, citando Leo Hoffmann-Axthelm numa entrevista recente à Dharma, revista do Boom Festival.

De volta aos 150 hectares da Boomland, em Idanha-a-Nova, entre 22 e 29 de julho, o Boom Festival, evento bienal de cultura independente e sustentável que, desde 1997, se realiza durante a lua cheia de julho ou agosto, sendo uma referência internacional, reúne na Liminal Village algumas das maiores referências no "Ativismo" -- tema do programa de conferências desta edição -- em todo o mundo.

Na edição mais recente, em 2016, a Liminal Village recebeu 106 horas de conferências, 'workshops' e performances, 110 oradores e 19 horas de exibição de documentários e 'art films'.

A organização do festival refere igualmente que, "desde o fim da Guerra Fria que não se falava tanto de armas nucleares como atualmente".

"Por um lado, ainda bem. É importante que nos lembremos que dividimos o mesmo planeta com 15.000 armas nucleares. E dividimo-lo também com líderes políticos que medem a sua influência neste mundo pela dimensão do arsenal que possuem. Foi para acabar com esta realidade que nasceu a Campanha Internacional para a Abolição de Armas Nucleares (ICAN - International Campaign to Abolish Nuclear Weapons, em inglês), uma Organização Não-Governamental que, apesar de existir há apenas 10 anos, mereceu já uma das maiores distinções que se pode alcançar - o Prémio Nobel da Paz 2017".

Leo Axt, sintetiza o comunicado de imprensa, "é o representante da ICAN na União Europeia, que ganhou o Prémio Nobel da Paz em 2017. Antes de se mudar para Bruxelas, Leo fundou a ICAN na Alemanha em 2013, de cujo conselho diretivo faz parte. Desde 2015, trabalha também para a Transparency International em Bruxelas, após dois anos a trabalhar para a Comissão Europeia. Antes de se envolver com a ICAN, era o adido de desarmamento da República das Ilhas do Pacífico de Nauru nas Nações Unidas, em Nova Iorque. Leo Axt cresceu entre Berlim e Veneza e estudou relações internacionais, economia política e antropologia em Berlim, Dresden, Buenos Aires e Bruges".

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Nuno Artur Silva

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Passaram cem anos do fim da Primeira Guerra Mundial. Foi a data do Armistício assinado entre os Aliados e o Império Alemão e do cessar-fogo na Frente Ocidental. As hostilidades continuaram ainda em outras regiões. Duas décadas depois, começava a Segunda Guerra Mundial, "um conflito militar global (...) Marcado por um número significativo de ataques contra civis, incluindo o Holocausto e a única vez em que armas nucleares foram utilizadas em combate, foi o conflito mais letal da história da humanidade, resultando entre 50 e mais de 70 milhões de mortes" (Wikipédia).