Nicolás Maduro na China para negociar parcerias estratégicas

O presidente da Venezuela procura acordos ao nível económico, comercial, energético, financeiro e tecnológico

Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, partiu esta quarta-feira para uma visita oficial à China, onde irá tentar estabelecer parcerias estratégicas com o objetivo de ajudar o país a ultrapassar a grave crise que atravessa.

"Vou à República Popular da China numa visita de Estado muito necessária, muito oportuna e cheia de grandes expetativas para estabelecer novos acordos de associação estratégica no plano económico, comercial, energético, financeiro e tecnológico", disse o líder venezuelano à televisão estatal, ainda no aeroporto de Caracas.

Maduro, que deixou a Venezuela com honras militares, acrescentou ainda que a sua viagem também tem como objetivo "melhorar, expandir e aprofundar as extraordinárias relações políticas" que unem os dois países, lembrando que esta visita surge numa altura em que "foi ativado o programa de recuperação económica".

A Venezuela atravessa uma grave crise, existindo uma grande escassez de alimentos e medicamentos, além de uma inflação que, de acordo com o FMI, supera os 1000000%.

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Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.