Nicolás Maduro diz não estar obcecado por ser reeleito presidente

"Eu estou obcecado é com a felicidade do povo", afiança o presidente da Venezuela

O Presidente Nicolás Maduro disse esta quinta-feira que não está obcecado por ser de novo candidato à Presidência da Venezuela, nem por ser reeleito, delegando no povo a possibilidade de decidir, em 2018, se continuará a gerir os destinos no país.

"Eu estou obcecado é com a felicidade do povo, com a recuperação económica, habitações [sociais] para o povo e com a educação das crianças. Essa é a minha obsessão", disse.

Nicolás Maduro falava no estado venezuelano de Trujillo (580 quilómetros a sudoeste de Caracas), num ato em que fez a entrega, a uma família venezuelana, da habitação social número 1.200.000, ao abrigo do programa governamental Grande Missão Habitação Venezuela.

"Isso [reeleição presidencial] decidirá o povo, no seu momento, em 2018", frisou.

O chefe de Estado precisou que está "dedicado em absoluto" a satisfazer as necessidades dos venezuelanos em matéria de "educação, trabalho, vida e em resolver a guerra económica".

A posição do Presidente surge depois de a aliança da oposição, Mesa da Unidade Democrática (MUD) ter exigido, como uma das condições de diálogo com o executivo, que se realize um referendo revogatório do mandato de Nicolás Maduro e eleições gerais para uma mudança de Governo.

"A minha obsessão não é uma eleição nem um cargo, como alguns da oposição (...) Estão a caçar-me e eu não sou coelho", disse.

A 30 de outubro, o Governo venezuelano e a oposição iniciaram, em Caracas, um diálogo, com a mediação do Vaticano e da União de Nações da América do Sul, para encontrar soluções para a crise política e económica que afeta o país.

Quarta-feira a oposição admitiu que, por falta de resultados, poderá ter que abandonar o diálogo iniciado.

"Sentámo-nos a dialogar porque é um passo necessário e a alternativa disso é matar-nos. Sentámo-nos à mesa com uns requisitos específicos e se não houver resultados teremos de parar", disse Henry Ramos Allup.

O presidente do parlamento venezuelano falava em Caracas, durante o fórum "Parlamento e democracia - presente e futuro", durante o qual sublinhou estar na disposição de ir "até ao inferno", se tal for necessário, para "falar com o demónio para salvar" a Venezuela.

A próxima reunião de diálogo está prevista para sexta-feira.

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