Trump convida Putin a visitar a Casa Branca. Chefe dos espiões dos EUA surpreendido

As negociações para a visita do líder russo "estão em andamento", mas esse convite já provoca descontentamento nos Estados Unidos

A Casa Branca anunciou esta quinta-feira que Donald Trump, presidente americano, convidou o seu homólogo russo Vladimir Putin para uma visita aos Estados Unidos no outono.

Sarah Sanders, porta-voz da Casa Branca, referiu, através da rede social Twitter, que Trump pediu ao conselheiro nacional de segurança, John Bolton, que "convide Putin para ir a Washington no outono", salientando que as negociações "já estão em andamento".

Sarah Sanders disse ainda que o Presidente dos Estados Unidos "concordou em continuar o diálogo" entre os conselheiros de segurança nacional dos dois países, na reunião que decorreu na segunda-feira, em Helsínquia, entre os dois líderes.

Aliás, o presidente dos Estados Unidos, também através da rede social Twitter, afirmou esta quinta-feira que estava a aguardar pela segunda reunião com Vladimir Putin. "A cimeira com a Rússia foi um grande êxito, exceto para o verdadeiro inimigo do povo, os media de notícias falsas. Estou desejoso [de realizar] o nosso segundo encontro para que possamos começar a aplicar algumas das muitas coisas discutidas", referiu Trump.

O Presidente norte-americano acrescentou ainda a vontade de abordar a luta contra o terrorismo, a segurança de Israel, a proliferação nuclear, a Ucrânia, os ciberataques e a Coreia do Norte. "Há muitas respostas a estes problemas, algumas fáceis e outras difíceis, mas todos podem ser solucionados", acrescentou.

Chefe dos espiões não queria acreditar

Quem não achou muita piada à visita de Vladimir Putin à Casa Branca foi Dan Coats, diretor das Informações Nacionais (DNI) dos Estados Unidos, que recebeu com surpresa a notícia. Foi um moderador do fórum de segurança que decorre em Aspen, no Estado do Colorado, que interrompeu a intervenção que Coats estava a fazer para dar a novidade.

"Repita isso", pediu Coats, pondo a mão junto da orelha, como que para facilitar a captação do som da resposta. Depois, respirou fundo e disse "Ok". A seguir, sorriu e afirmou: "Isto vai ser interessante".

Refira-se que a cimeira de Helsínquia foi a primeira entre os presidentes russo e norte-americano, tendo Trump desencadeado uma enorme polémica ao desautorizar os relatórios dos seus serviços de informações sobre a interferência de Moscovo nas eleições presidenciais de 2016, que venceu.

No entanto, o Presidente dos EUA, que foi sujeito a numerosas críticas, corrigiu no dia seguinte as suas declarações ao assegurar que se tinha exprimido de forma incorreta e que considerava ter existido uma interferência da Rússia, como têm indicado os serviços de informações norte-americanos.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.