Trump volta a acusar a Alemanha de pagar milhões à Rússia: "não é aceitável"

Ontem, na cimeira da NATO, o tema foi a partilha de custos e investimento na Defesa

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prosseguiu esta quinta-feira o seu 'ataque' à Alemanha, dizendo que o país paga "milhares de milhões de dólares" à Rússia, algo que classificou como "inaceitável".

"Desde há vários anos, os presidentes [norte-americanos] têm tentado, sem sucesso, fazer com que a Alemanha e outras nações ricas da NATO paguem mais para se protegerem da Rússia. Eles pagam apenas uma fração do seu custo. Os Estados Unidos pagam dezenas de milhares de milhões de dólares para subsidiar a Europa, e perdem em grande no comércio", disse Trump.

Em mais uma publicação no Twitter, o presidente norte-americano voltou a 'atacar' a Alemanha, como já tinha feito no primeiro dia da cimeira da Aliança Atlântica, que termina hoje em Bruxelas.

"A Alemanha começou a pagar à Rússia, o país do qual querem proteger-se, milhares de milhões de dólares pela energia que vai sair do novo gasoduto. Não é aceitável", argumentou.

Na quarta-feira, o presidente norte-americano acusou a Alemanha de estar "prisioneira" da Rússia por causa das importações de energia. "A Alemanha está prisioneira da Rússia porque importa de lá uma grande parte da sua energia", declarou Trump, durante um pequeno-almoço com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte, Jens Stoltenberg.

Trump aludia ao projeto do gasoduto Nord Stream II, cuja construção está prevista para arrancar este mês e que sai de Ust-Luga, na Rússia, atravessando todo o mar Báltico até terminar em Greifswald, na Alemanha.

Em resposta ao presidente norte-americano, a chanceler alemã Angela Merkel destacou a independência das decisões de Berlim.

Trump usou o mesmo 'tweet' para reiterar a necessidade de todos os aliados cumprirem a meta de consagrarem 2% do Produto Interno Bruto (PIB) a despesas em Defesa, uma meta estabelecida na cimeira do País de Gales para o prazo de uma década.

"Todas as nações da NATO têm de cumprir o compromisso de 2%, e têm obrigatoriamente de alcançar os 4%", voltou a defender, depois de já ter feito essa exigência na reunião de chefes de Estado e Governo da Aliança Atlântica na quarta-feira.

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Anselmo Borges

"Likai-vos" uns aos outros

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