Marissa Mayer já deu à luz duas meninas gémeas

A CEO da Yahoo teve gémeas idênticas e estão todos bem de saúde

A CEO da Yahoo deu à luz duas meninas esta quinta-feira. Marissa Mayer teve filhas gémeas idênticas e, segundo a publicação no Twitter, tanto as bebés como a mãe estão bem.

Mayer agradeceu no seu blog todo o apoio que recebeu depois de ter anunciado a gravidez. Como descreveu no seu blog, segundo The Wall Street Journal, Marissa e o marido, Zack Bogue, estão muito emocionados pelo nascimento das filhas.

O anúncio da gravidez da diretora executiva da empresa de tecnologia, em setembro, causou alguma polémica porque Marissa Mayer disse que tiraria uma licença de parto por "um tempo limitado" e que iria trabalhar durante a gravidez. Quando teve o primeiro filho, há três anos, Mayer agiu da mesma forma.

As afirmações iniciaram um debate sobre a licença de maternidade das empresas e a pressão indireta sobre os trabalhadores que usufruem da licença total de paternidade, que na Yahoo são de 16 semanas para as mães e oito semanas para os pais, quando a diretora não o faz.

Ellen Bravo, a diretora executiva da empresa Family Values @ Work, uma empresa norte-americana direcionada para criar ambientes e políticas empresariais que sejam favoráveis aos valores familiares, defendeu num artigo de opinião que os atos de Marissa Mayer poderiam passar a mensagem errada.

"Há o perigo de que quem quer usufruir da licença total permitida pelas políticas de empresa seja visto como menos dedicado e menos competente", explicou Ellen Bravo. O facto de haver poucas mulheres como dirigentes e executivas de topo em empresas de tecnologia aumenta o possível impacto das ações de Marissa Mayer.

Marissa Mayer, no entanto, não é a única CEO do mundo das inovações tecnológicas a ter filhos recentemente. O primeiro filho de Mark Zuckerberg nasceu no início do mês. O fundador do Facebook declarou que iria tirar dois meses de licença de paternidade paga.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?