Não há registo de portugueses entre vítimas dos incêndios na Grécia

Ministro dos Negócios Estrangeiros lamentou ainda os "trágicos incêndios que assolam a região de Atenas"

O ministro dos Negócios Estrangeiros disse esta terça-feira à Lusa que não há, até ao momento, registo de portugueses entre as vítimas ou desaparecidos nos incêndios que atingem a Grécia e que já causaram pelo menos 74 mortos.

"Até ao momento, não há nenhuma notícia de qualquer português que esteja incluído no número das vítimas mortais ou dos feridos ou desaparecidos", afirmou Augusto Santos Silva à Lusa, por telefone, a partir de Madrid, onde hoje tem um encontro com o seu homólogo espanhol, Josep Borrell.

O chefe da diplomacia portuguesa lamentou, "em nome do Governo português", os "trágicos incêndios que assolam a região de Atenas" e transmitiu "toda a solidariedade para com o povo grego, as autoridades gregas e as famílias das pessoas atingidas".

"Sabemos bem, por experiência própria, quão trágicos podem ser incêndios florestais desta magnitude", comentou Santos Silva.

Os fogos que lavram na Grécia causaram pelo menos 74 mortos e 178 feridos, alguns em estado crítico, de acordo com os últimos dados da Proteção Civil grega.

A mesma fonte precisou que 11 dos feridos estão em estado crítico e teme-se que o número de mortes seja ainda maior, uma vez que os serviços de emergência continuam a receber telefonemas a alertar para o desaparecimento de pessoas.

Todas as vítimas foram encontradas entre o porto de Rafina, a cerca de 30 quilómetros de Atenas, e Nea Makri, cerca de dez quilómetros mais a norte.

De acordo com os bombeiros, ainda existem três incêndios em curso na região de Ática, mas também grandes frentes noutras regiões do país, particularmente na área de Corinto, no Peloponeso, bem como na ilha de Creta.

As operações de combate aos incêndios prosseguiram durante a noite, mas foram prejudicadas por fortes ventos.

[notícia atualizada às 16.50 com o mais recente balanço de vítimas]

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