"Não há esperança de encontrar sobreviventes" no petroleiro ao largo da China

31 marinheiros do petroleiro iraniano que se incendiou há uma semana estão desaparecidos

O porta-voz da equipa de resgate dos 31 marinheiros desaparecidos num acidente com um petroleiro iraniano a arder há uma semana defendeu hoje não haver esperança de encontrar sobreviventes.

"Não há esperança de encontrar sobreviventes (...). Dois terços do petroleiro afundaram, o fogo espalhou-se e envolve o navio por completo e não nos podemos aproximar", afirmou o porta-voz Mohammad Rastad em declarações à televisão estatal iraniana, citado pela agência France Press.

O petroleiro tinha 32 membros da tripulação a bordo, dos quais 30 iranianos e dois de Bangladesh, mas apenas foram encontrados três corpos até ao momento.

"Os membros da tripulação do navio morreram durante a primeira hora após o acidente devido à força da explosão e ao fumo", acrescentou.

O petroleiro iraniano Sanchi, que tinha a bordo 136 mil toneladas de petróleo condensado (um hidrocarboneto ultra-leve usado para produzir gasolina, diesel, 'jetfuel' e combustível de aquecimento), pegou fogo há mais de uma semana, em 06 de janeiro, depois de ter colidido com um cargueiro chinês (com bandeira de Hong-Kong).

O acidente aconteceu 300 quilómetros a Leste (ao largo) da cidade chinesa de Xangai.

Na sexta-feira, a Guarda Costeira do Japão informou que o navio chegou à zona económica exclusiva japonesa na quarta-feira e que, um dia depois, estava a cerca de 300 quilómetros a noroeste das ilhas Amami, empurrado por ventos fortes.

Ler mais

Exclusivos

Ricardo Paes Mamede

DN+ Queremos mesmo pagar às pessoas para se reproduzirem?

De acordo com os dados do Banco Mundial, Portugal apresentava em 2016 a sexta taxa de fertilidade mais baixa do mundo. As previsões do INE apontam para que a população do país se reduza em mais de 2,5 milhões de habitantes até 2080, caso as tendências recentes se mantenham. Segundo os dados da OCDE, entre os países com economias mais avançadas Portugal é dos que gastam menos com políticas de apoio à família. Face a estes dados, a conclusão parece óbvia: é preciso que o Estado dê mais incentivos financeiros aos portugueses em idade reprodutiva para que tenham mais filhos.