Nancy Pelosi quer que Trump adie o discurso do Estado da União. Ou que o mande por escrito

A líder da maioria democrata da Câmara dos Representantes fez pedido por carta ao presidente americano, justificando-o com a falta de segurança causada pelo shutdown

Nancy Pelosi, líder da Câmara dos Representantes dos EUA, que desde as últimas eleições tem maioria democrata, enviou esta quarta-feira uma carta a Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, a pedir que adie o discurso do Estado da União marcado para o dia 29 de janeiro, ou que simplesmente o envie ao Congresso por escrito.

Na base desta recomendação está a paralisação dos departamentos públicos norte-americanos, o denominado shutdown, que dura há 26 dias e não tem prazo para terminar.

"Infelizmente, tendo em conta os problemas de segurança e, a menos que os serviços estatais reabram esta semana, sugiro que trabalhemos em conjunto para encontrar outra data ou que se considere a possibilidade de um discurso sobre o Estado da Nação por escrito ao Congresso", escreveu Pelosi na carta enviada a Trump.

A paralisação dos serviços estatais foi originado pela falta de orçamento, que obriga cerca de 800 mil funcionários a uma espécie de férias forçadas e nalguns casos a trabalharem sem remuneração se ocuparem funções consideradas essenciais, como são os casos dos Serviços Secretos, segurança do presidente e de eventos onde participe Donald Trump.

Trump recusa-se a ratificar um orçamento que não inclua os cerca de 5 mil milhões de euros necessários para construir o muro na fronteira com o México, uma despesa que os democratas consideram inútil, pelo que não incluem nas contas.

O discurso do Estado da União é uma tradição anual nos Estados Unidos desde janeiro de 1790, quando George Washington se dirigiu pela primeira vez aos membros da Câmara dos Representantes e do Senado. Esta ocasião é aproveitada pelo presidente dos Estados Unidos para explicar ao povo americano as prioridades do governo para o ano que se inicia.

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