Mundo enfrenta a maior crise humanitária desde 1945

Nações Unidas alertam que há mais de 20 milhões de pessoas a enfrentar a fome em quatro países

O coordenador dos serviços humanitários das Nações Unidas disse hoje que o mundo enfrenta a maior crise humanitária desde 1945, com mais de 20 milhões de pessoas a enfrentar a fome em quatro países do mundo.

"Sem esforços globais coletivos e coordenados, as pessoas simplesmente vão morrer de fome" e "muitos mais vão sofrer e morrer de doenças", disse Stephen O'Brien no Conselho de Segurança da ONU.

O responsável humanitário das Nações Unidas pediu uma injeção imediata de fundos para o Iémen, Sudão do Sul, Somália e para o nordeste da Nigéria.

Segundo Stephen O'Brien, a maior crise humanitária está no Iémen, onde dois terços da população (18,8 milhões de pessoa) precisa de ajuda e mais de sete milhões não sabem de onde virá a próxima refeição.

O mesmo responsável disse ainda que atualmente há mais três milhões de pessoas com fome crónica do que em janeiro.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Margarida Balseiro Lopes

Falta (transparência) de financiamento na ciência

No início de 2018 foi apresentado em Portugal um relatório da OCDE sobre Ensino Superior e a Ciência. No diagnóstico feito à situação portuguesa conclui-se que é imperativa a necessidade de reformar e reorganizar a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), de aumentar a sua capacidade de gestão estratégica e de afastar o risco de captura de financiamento por áreas ou grupos. Quase um ano depois, relativamente a estas medidas que se impunham, o governo nada fez.

Premium

Opinião

Angola, o renascimento de uma nação

A guerra do Kosovo foi das raras seguras para os jornalistas. Os do poder, os kosovares sérvios, não queriam acirrar ainda mais a má vontade insana que a outra Europa e a América tinham contra eles, e os rebeldes, os kosovares muçulmanos, viam nas notícias internacionais o seu abono de família. Um dia, 1998, 1999, não sei ao certo, eu e o fotógrafo Luís Vasconcelos íamos de carro por um vale ladeado, à direita, por colinas - de Mitrovica para Pec, perto da fronteira com o Montenegro. E foi então que vi a esteira de sucessivos fumos, adiantados a nós, numa estrada paralela que parecia haver nas colinas.