Multimilionário saudita quer evitar divórcio dispendioso e diz que já dá que chegue à ex-mulher

Para se esquivar ao processo da ex-mulher, de quem se divorciou sem que ela soubesse, o multimilionário tenta ainda usar a sua imunidade diplomática

O homem de negócios saudita Walid Juffali, cuja fortuna é estimada em mais de cinco mil milhões de libras, quer esquivar-se de um divórcio multimilionário da sua ex-mulher, a antiga manequim Christina Estrada. Juffali divorciou-se de Estrada na Arábia Saudita, sem o conhecimento dela, mas a ex-mulher está agora a processá-lo num tribunal londrino para tentar chegar a um novo acordo.

Para tentar que o processo não fosse para a frente, Walid Juffali, de 60 anos, argumentou que tem imunidade diplomática no Reino Unido por ser o representante no país de Santa Lúcia, nas Caraíbas.

Assim, Juffali fica isento das leis britânicas e poderá não ter que responder ao processo de Christina Estrada, de 53 anos. Mas os advogados de Estrada defendem que a imunidade de Juffali só se aplica às suas funções diplomáticas e não ao direito familiar, visto que ele é um residente permanente do Reino Unido e a sua filha nasceu em Inglaterra.

Enquanto o processo está a decorrer, Juffali defendeu em tribunal, citado pelo jornal The Telegraph, que já é "generoso" para com a sua ex-mulher, antiga modelo da Pirelli, ao dar-lhe 70 mil libras (cerca de 90 mil euros) por mês, e pagar todas as despesas da filha de ambos, que tem atualmente 13 anos. Juffali também deu à ex-mulher uma casa em Beverly Hills, na Califórnia.

No entanto, Christina Estrada disputa os termos do ex-marido, visto que o divórcio teve lugar sem o seu conhecimento e sem que ela concordasse com as suas condições. Se Estrada vencer, poderá ter direito a milhares de milhões de libras.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

Legalização da canábis, um debate sóbrio 

O debate público em Portugal sobre a legalização da canábis é frequentemente tratado com displicência. Uns arrumam rapidamente o assunto como irrelevante; outros acusam os proponentes de usarem o tema como mera bandeira política. Tais atitudes fazem pouco sentido, por dois motivos. Primeiro, a discussão sobre o enquadramento legal da canábis está hoje em curso em vários pontos do mundo, não faltando bons motivos para tal. Segundo, Portugal tem bons motivos e está em boas condições para fazer esse caminho. Resta saber se há vontade.

Premium

nuno camarneiro

É Natal, é Natal

A criança puxa a mãe pela manga na direcção do corredor dos brinquedos. - Olha, mamã! Anda por aqui, anda! A mãe resiste. - Primeiro vamos ao pão, depois logo se vê... - Mas, oh, mamã! A senhora veste roupas cansadas e sapatos com gelhas e calos, as mãos são de empregada de limpeza ou operária, o rosto é um retrato de tristeza. Olho para o cesto das compras e vejo latas de atum, um quilo de arroz e dois pacotes de leite, tudo de marca branca. A menina deixa-se levar contrariada, os olhos fixados nas cores e nos brilhos que se afastam. - Depois vamos, não vamos, mamã? - Depois logo se vê, filhinha, depois logo se vê...