Mulher que tentou reuniões entre Trump e Putin acusada de ser espia russa

O Departamento de Justiça americano considera que Maria Butina tinha instruções para criar canais para influenciar as eleições de 2016

A russa Maria Butina, detida este domingo em Washinghton DC, é acusada pelo Departamento de Justiça americano de ser uma agente secreta ao serviço da Rússia, ou seja uma espia, que teve como missão criar canais de comunicação nos bastidores com políticos americanos durante a campanha para as eleições presidenciais de 2016, que elegeram Donald Trump.

Segundo o New York Times, a mulher de 29 anos, tentou promover dois encontros secretos entre o candidato Trump e Vladimir Putin, presidente russo, sendo que o Departamento de Justiça defende que os canais que Butina tentou criar seriam "usados pela Federação Russa para influenciar a decisão sobre o resultado das eleições para promover a agenda russa".

É precisamente a conduta de Maria Butina que é considerada como sendo parte de uma operação secreta russa. Esta acusação surge precisamente poucas horas depois de Trump e Putin terem estado reunidos no palácio presidencial de Helsínquia, na Finlândia, tendo o presidente americano considerado que não havia razão para o seu homólogo russo tentar influenciar as eleições, uma ideia que tem sido contrariada pelos responsáveis pelos serviços secretos americanos.

Ler mais

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

Diário de Notícias

A ditadura em Espanha

A manchete deste dia 19 de setembro de 1923 fazia-se de notícias do país vizinho: a ditadura em Espanha. "Primo de Rivera propõe-se governar três meses", noticiava o DN, acrescentando que, "findo esse prazo, verá se a opinião pública o anima a organizar ministério constitucional". Explicava este jornal então que "o partido conservador condena o movimento e protesta contra as acusações que lhe são feitas pelo ditador".