Doze russos acusados de piratear democratas nas presidenciais dos EUA

Procurador anuncia novas acusações em véspera da reunião do presidente norte-americano, Donald Trump, com o presidente russo, Vladimir Putin.

Um grande júri federal acusou 12 russos de piratear a rede informática da candidatura de Hillary Clinton e do Partido Democrata, anunciou o Departamento de Justiça norte-americano.

De acordo com o vice-procurador Rod Rosenstein, os 12 acusados usaram phishing (emails fraudulentos destinados a roubar informação) e software malicioso nos ciberataques.

As novas acusações surgem em véspera da reunião do presidente norte-americano, Donald Trump, com o presidente russo, Vladimir Putin, prevista para segunda-feira, em Helsínquia.

Os ataques foram perpetrados por 12 agentes da inteligência russos e começaram em março de 2016, tendo como alvo as contas de email dos voluntários e funcionários da campanha presidencial de Hillary Clinton.

Os russos roubaram e divulgaram documentos democratas depois de colocar o software malicioso nos computadores da campanha e do Partido Democrata.

Rosenstein indicou que não há provas do envolvimento de qualquer cidadão norte-americano nestes ataques.

O procurador-especial Robert Mueller está a investigar a alegada interferência da Rússia nas eleições presidenciais de 2016. A investigação já acusou 20 pessoas, além de três empresas.

Três antigos assessores de campanha de Trump já se declararam culpados ao abrigo da investigação de Mueller, que ameaça chegar ao presidente por alegada obstrução de justiça.

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