Moscovici: Centeno entre potenciais candidatos com "condições requeridas"

Pierre Moscovici vê Mário Centeno como um dos potenciais candidatos à presidência do eurogrupo com quem "gostaria de trabalhar".

O comissário dos Assuntos Económicos e Financeiros, Pierre Moscovici assume que o ministro das Finanças é um dos potencias candidatos à liderança do grupo informal dos países do euro, "com as condições requeridas". Mas, assumindo que o português é um daqueles com quem "gostaria de trabalhar", não o vê como favorito, pois há "vários candidatos" com idênticas condições.

"Vários candidatos têm as condições requeridas. E, Mário Centeno está certamente entre eles. Mas, depois eu também penso que pode não ser óbvio que seja um socialista a presidir ao Eurogrupo. E, também não é o único que pode lá chegar. Isso terá de ser decidido antes de quinta-feira", afirmou à TSF/DN, em Bruxelas.

A pouco mais de 48 horas para fecho das candidaturas e sem candidatos formalmente conhecidos, o comissário espera que entre os eventuais aspirantes ao Eurogrupo haja um "bom líder". Porém, admite que tal "nunca é fácil".

"Penso que devia haver pelo menos um bom candidato para presidir ao Eurogrupo, porque este grupo precisa de liderança. Nunca é fácil. É muito importante ter um forte e bom líder, que esteja dedicado ao projeto europeu e que saiba que ao mesmo tempo é preciso ter seriedade e flexibilidade", salienta o comissário, admitindo que "gostaria poder trabalhar com o Mário [mas também com] Pier Carlo [Padoan] ou quem quer que seja o presidente do Eurogrupo. Porque há [potenciais] candidatos muito bons".

4 de dezembro

O nome do futuro presidente do Eurogrupo deverá emergir de um suposto consenso, na reunião dos ministros das Finanças da zona euro, na próxima segunda-feira, 4 de dezembro e será anunciado pelo holandês Jeroen Dijsselbloem, que assume a presidência, desde a saída de Jean-Claude Juncker.

A poucas horas do fecho das candidaturas, quase todas as variáveis continuam por definir. Um dos cenários que está afastado, pelo menos até ao final do atual mandato da Comissão Europeia é a fusão entre a pasta dos Assuntos Financeiros e a presidência do Eurogrupo, como assumiu Moscovici.

"Eu não sou candidato. Eu pensei e continuo a acreditar que devemos avançar para a fusão entre a Comissão em funções e a presidência do Eurogrupo. Mas, isto ainda não está preparado. Isto tem de ser incluído no pacote [de reforma da União Económica e Monetária].

O homem que até há poucas semanas era apontado também ele como um potencial candidato a presidente do Eurogrupo espera agora que o futuro chefe do grupo informal dos países do euro tenha em conta que a fusão entre a pasta das Finanças na Comissão e a presidência do Eurogrupo deve avançar "o mais tardar" em 2019.

"Quem quer que se torne presidente, gostaria que em princípio fosse apenas para um curto período, até ao momento que tenhamos uma nova comissão, o mais tardar", defendeu.

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