Mortes em protestos na Nicarágua podem equiparar-se "a assassínios ilegais"

O organismo da ONU pediu às autoridades nicaraguenses uma investigação rápida, profunda, independente e transparente dessas mortes

O Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos denunciou esta terça-feira que várias das mortes que aconteceram durante os protestos antigovernamentais na Nicarágua poderiam equiparar-se a assassínios ilegais.

"Recebemos relatos de pelo menos 25 mortes no contexto dos protestos na Nicarágua. Estamos particularmente preocupados porque algumas dessas mortes podem ser definidas como assassínios ilegais", disse Elizabeth Throssell, porta-voz do Escritório.

O organismo da ONU pediu às autoridades nicaraguenses uma investigação rápida, profunda, independente e transparente dessas mortes.

As manifestações tiveram início na passada quarta-feira, na capital, Manágua, e em León, alargando-se a outras zonas do país

"É essencial que todas as alegações de uso excessivo da força pelos agentes policiais e por outros corpos de segurança sejam efetivamente investigadas e que todos os responsáveis assumam as suas responsabilidades", referiu a porta-voz.

Mais de duas dezenas de pessoas, entre as quais um jornalista, morreram durante os protestos na Nicarágua contra a reforma da segurança social do Governo do Presidente Daniel Ortega.

As manifestações tiveram início na passada quarta-feira, na capital, Manágua, e em León, alargando-se a outras zonas do país.

Os protestos endureceram na sexta-feira, o terceiro dia de manifestação, com confrontos com a polícia e danos em edifícios governamentais em Manágua e outras cidades em todo o país.

Quatro canais de televisão independentes foram impedidos pelo Executivo, na quinta-feira, de fazer a cobertura das manifestações.

Na sequência dos protestos, o presidente renunciou no domingo à controversa reforma na segurança social.

Exclusivos

Premium

Adriano Moreira

Navegantes da fé

Este livro de D. Ximenes Belo intitulado Missionários Transmontanos em Timor-Leste aparece numa época que me tem parecido de outono ocidental, com decadência das estruturas legais organizadas para tornar efetiva a governança do globalismo em face da ocidentalização do globo que os portugueses iniciaram, abrindo a época que os historiadores chamaram de Descobertas e em que os chamados navegantes da fé legaram o imperativo do "mundo único", isto é, sem guerras, e da "terra casa comum dos homens", hoje com expressão na ONU.