Morreu o príncipe que queria ser rei e recusou ser enterrado ao lado da rainha

Henrique tinha 83 anos tinha um tumor benigno no pulmão esquerdo

O príncipe Henrique da Dinamarca, marido da rainha Margarida, morreu na terça-feira, aos 83 anos, na sequência de uma infeção respiratória, anunciou a Casa Real deste país escandinavo.

"Sua Alteza Real, o Príncipe Henrique, morreu na terça-feira, 13 de fevereiro, às 23:18 no Castelo de Fredensborg", uma residência real localizada a cerca de quarenta quilómetros de Copenhaga, anunciou em comunicado a Casa Real dinamarquesa.

O príncipe-consorte, de origem francesa, tinha sido obrigado a interromper as férias no Egito para regressar a Copenhaga, onde foi internado, a 28 de janeiro, com uma infeção respiratória. Após vários exames foi descoberto que tinha um tumor benigno no pulmão esquerdo.

Henrique nasceu em Talence, perto de Bordéus e foi batizado com o nome Henri Marie Jean André de Laborde de Monpezat.

Filho de um empresário com negócios na Ásia, estudou Direito e Ciência Política, na Sorbonne, em Paris. Em 1963, depois de ter servido o exército francês na Guerra da Argélia, foi trabalhar como secretário da embaixada francesa em Londres, onde esteve até 1967.

No mesmo ano casou-se com a herdeira ao trono dinamarquês na escola naval de Copenhaga, que viria a tornar-se rainha em 1972. Deixa dois filhos, o príncipe herdeiro Frederico e o príncipe Joaquim.

O príncipe anunciou em agosto de 2017 que não queria ser enterrado ao lado da rainha, quebrando uma tradição com 459 anos. Disse estar infeliz por a monarca nunca o ter reconhecido como igual. Pouco depois o palácio revelou que sofria de demência.

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