Morreu a mulher que inspirou a operária "Rosie" da II Guerra Mundial

O cartaz tornou-se um símbolo do feminismo e o nome "Rosie the Riveter"

Morreu a mulher que inspirou a personagem "Rosie the Riveter", a icónica operária da II Guerra Mundial do cartaz que garantia que "era possível" e que se tornou, décadas depois, uma imagem de marca do feminismo. Naomi Parker Fraley morreu no sábado em Longview, aos 96 anos, segundo noticiou o The New York Times.

Apesar de ao longo dos anos várias mulheres terem apontadas como "candidatas" a serem a Rosie da vida real, uma investigação de um académico, James J. Kimble, concluiu em 2016 que Fraley tinha sido a inspiração do famoso cartaz.

O cartaz foi desenhado por J. Howard Miller em 1943 e não era, ao que tudo indica, para consumo público: tinha como objetivo desincentivar o absentismo durante a guerra na Westinghouse Electric Corporation.

Mas mais de 30 anos depois, nos anos 80, foi recuperado e tornou-se famoso, um símbolo do feminismo, e o nome "Rosie the Riveter" foi aplicado retroativamente às mulheres operárias que participaram no esforço de guerra.

Fraley nasceu em Tulsa, Oklahoma, em 1921, uma dos sete filhos de um engenheiro de minas e de uma dona de casa. Depois do ataque a Pearl Harbor, foi trabalhar para a uma base naval, tendo sido uma das primeiras mulheres no local. Depois da guerra, trabalhou como empregada de mesa na Califórnia, casou três vezes e teve filhos.

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