Ministra da saúde despedida após revelar que mortalidade aumentou

Ministra divulgou dados que provam que mortalidade infantil e materna aumentaram em 2016

O presidente da Venezuela Nicolás Maduro despediu a ministra da saúde Antonieta Caporale, um dia após ela revelar que a mortalidade infantil e a mortalidade materna aumentaram, assim como os casos de malária no país.

Segundo os dados do Ministério da Saúde, a mortalidade materna aumentou 66% em 2016, para 756 casos, e morreram 11466 crianças em 2016, o que representa um aumento na mortalidade infantil de 30%. Além disso, os casos de malária aumentaram 76%, tendo sido diagnosticados cerca de 240 mil doentes em 2016.

Foi a primeira vez em dois anos que as autoridades da saúde divulgaram relatórios oficiais.

O despedimento da responsável foi anunciado pelo Twitter na quinta-feira à noite. "O presidente Nicolás Maduro designou o compatriota Luis Lopez novo ministro do Poder Popular para a Saúde", escreveu o vice-presidente Tareck El Aissami nesta rede social.

Luis Lopez era o vice-ministro dos hospitais no governo nacional e secretário da saúde no governo regional do estado de Aragua.

A Venezuela tem enfrentado uma crise social e política e escassez de produtos que afetou o setor da saúde.

"Se precisas de ser operado hoje em dia tens de levar os teus próprios medicamentos para o hospital", disse Eugenia Morin, de 59 anos, durante uma manifestação contra o governo, segundo a CNN. "Não há mantimentos para atender às urgências mais básicas".

Segundo estatísticas da federação de farmacêuticos da Venezuela, havia escassez de mais de 80% dos medicamentos no país já em junho do ano passado.

Em 2016, começou a circular na internet uma fotografia que mostrava recém-nascidos dentro de caixas de cartão.

A imagem foi alegadamente tirada no hospital Domingo Guzmán Lander, cidade de Barcelona, e foi divulgada pela oposição venezuelana, segundo a CNN.

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Em Portugal, há recorrentemente espaço televisivo para políticos no activo comentarem notícias generalistas, uma especificidade no mundo desenvolvido. Trata-se de uma original mistura entre comentário político e espaço noticioso. Foquemos o caso mais saliente dos dias que correm para tentar perceber a razão dessa peculiaridade nacional. A conclusão é que ela não decorre da ignorância das audiências, da falta de especialistas sobre os temas comentados, ou da inexistência de jornalistas capazes. A principal razão é que este tipo de comentário serve acima de tudo uma forma de fazer política.