Mina de urânio a céu aberto de Salamanca será a maior da Europa

Exploração deverá começar em pleno no fim do próximo ano

A mina de urânio a céu aberto que a multinacional Berkeley está a construir nos arredores de Salamanca (Espanha) será a maior da Europa e começará a produzir no final de 2018, revelou hoje a empresa.

Em declarações à agência EFE, o diretor geral executivo da Berkeley em Espanha, Francisco Bellón, revelou que a empresa dispõe de todas as licenças necessárias para a exploração de urânio na localidade de Retortillo, e está a concluir os trabalhos preliminares que antecedem a construção da estrutura mineira.

"O que iniciámos agora são trabalhos preliminares de infraestrutura. Temos previsto um prazo de construção de 18 meses, e contamos ter as instalações prontas para começar a produzir no final do ano que vem", resumiu Bellón.

O responsável da multinacional desvalorizou os protestos contra a mina, protagonizados pela plataforma "Stop Uranio" e por populações vizinhas de Retortillo, dizendo que "estão no seu direito [de protestar].

Francisco Bellón revelou ainda que serão empregues entre 150 a 170 trabalhadores no arranque da mina, número que deverá subir para 400 na fase de construção da estrutura.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.