Militares e chavistas agrediram deputados junto do Supremo Tribunal

Supremo atribuiu a si próprio as competências da Assembleia Nacional venezuelana

Funcionários da Guarda Nacional Bolivariana (polícia militar) e alegados simpatizantes do Governo venezuelano agrediram, quinta-feira, um grupo de deputados da aliança opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD), junto do Supremo Tribunal de Justiça (STJ).

Os deputados agredidos tinham ido até à sede do STJ em Caracas, para condenar a decisão daquele organismo de atribuir ao próprio tribunal as competências da Assembleia Nacional (AN, parlamento).

"Não vamos acatar uma sentença do STJ que viole a vontade do povo", explicou aos jornalistas o deputado Juan Requesens, junto de um grupo de militares que, a empurrões e golpes, tentou impedir que os deputados avançassem.

Por outro lado, o deputado Carlos Paparoni fez um apelo às Forças Armadas Venezuelanas, para que garantissem a segurança dos parlamentares e da população.

"Não vamos entregar os nossos lugares. As Forças Armadas têm que decidir se estão do lado do povo ou de quem os reprime".

Simpatizantes do regime atiraram pedras contra os parlamentares, que foram agredidos contra o pavimento.

Entretanto as redes sociais venezuelanas dão contas de que dezenas de venezuelanos deslocaram-se até à Praça de Altamira e Santa Fé, ambas no leste de Caracas, em protesto pela decisão do STJ.

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É procurador no Tribunal de Cascais há 25 anos. Escolheu sempre a área de família e menores. Hoje ainda se choca com o facto de ser uma das áreas da sociedade em que não se investe muito, quer em meios quer em estratégia. Por isso, defende que ainda há situações em que o Estado deveria intervir, outras que deveriam mudar. Tudo pelo superior interesse da criança.