Milhares de pessoas marcham na capital chilena a favor do aborto livre e seguro

Projeto de lei que despenaliza o aborto em três situações não obteve maioria necessária no Parlamento chileno, motivando protestos

Milhares de pessoas marcharam na noite de terça-feira pelas principais ruas da capital chilena a favor do aborto "livre, seguro e gratuito", que foi afastado depois de um projeto de lei não obter a maioria necessária no parlamento.

Cerca de 6.000 pessoas, segundo números divulgados pelos organizadores, iniciaram a manifestação na Praça Itália, um dos pontos nevrálgicos da capital chilena, seguiram pela calçada sul da Alameda, a principal artéria de Santiago, até chegarem à Praça dos Heróis, perto da sede do Executivo.

Num dos cartazes lia-se "As ricas pagam... as pobres sangram! Aborto seguro, gratuito e solidário". Outro indicava "Abortar é uma opção, decidir é um direito".

O projeto de lei que despenaliza o aborto em três situações não obteve, na passada quinta-feira, a maioria necessária no Parlamento na última fase legislativa, pelo que agora será discutido numa comissão mista que pode atrasar a aprovação final da iniciativa.

O diploma para legalizar a interrupção da gravidez em caso de inviabilidade fetal, perigo de vida para a mulher e violação precisava de 67 votos. Na primeira votação conseguiu 65 votos a favor, na segunda 66.

O Chile é um dos poucos países do mundo que mantém uma proibição legal absoluta do aborto, juntamente com El Salvador, Nicarágua, Honduras, Haiti, Suriname, Andorra, Malta e o Vaticano.

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