Cerca de 200 migrantes passam posto fronteiriço de Ceuta a correr

As autoridades tinham sido avisadas para a possibilidade de uma avalancha e estavam espalhadas pelo perímetro da fronteira, mas o assalto aconteceu pela própria passagem

Cerca de 200 migrantes conseguiram atravessar esta segunda-feira o posto fronteiriço de Tarajal, em Ceuta, a correr, sem que os agentes das forças de segurança tenham conseguido evitá-lo, disse fonte da Guarda Civil.

A mesma fonte indicou à agência noticiosa espanhola EFE que a avalancha ocorreu pouco depois das 06:00 locais (05:00 em Lisboa), surpreendendo tanto as autoridades marroquinas como as espanholas.

As autoridades tinham sido avisadas para a possibilidade de uma avalancha e estavam espalhadas pelo perímetro da fronteira, mas o assalto foi pela própria passagem.

Terão sido cerca de 200 os migrantes que entraram em Espanha a partir de Marrocos, embora o número oficial deva ser fornecido pelo Centro Temporário de Imigrantes após a contagem das novas entradas.

Há apenas uma semana, depois de não se terem registado assaltos desde fevereiro, um total de 73 migrantes conseguiu entrar em território espanhol, tendo as autoridades marroquinas e espanholas conseguido travar um grupo mais numerosos de pelo menos 300.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Pedro Lains

"Gilets jaunes": se querem a globalização, alguma coisa tem de ser feita

Há muito que existe um problema no mundo ocidental que precisa de uma solução. A globalização e o desenvolvimento dos mercados internacionais trazem benefícios, mas esses benefícios tendem a ser distribuídos de forma desigual. Trata-se de um problema bem identificado, com soluções conhecidas, faltando apenas a vontade política para o enfrentar. Essa vontade está em franco desenvolvimento e esperemos que os recentes acontecimentos em França sejam mais uma contribuição importante.

Premium

Opinião

Investimento estrangeiro também é dívida

Em Abril de 2015, por ocasião do 10.º aniversário da Fundação EDP, o então primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmava que Portugal "precisa de investimento externo como de pão para a boca". Não foi a primeira nem a última vez que a frase seria usada, mas naquele contexto tinha uma função evidente: justificar as privatizações realizadas nos anos precedentes, que se traduziram na perda de controlo nacional sobre grandes empresas de sectores estratégicos. A EDP é o caso mais óbvio, mas não é o único. A pergunta que ainda hoje devemos fazer é: o que ganha o país com isso?