Microsoft trava hackers russos que atacaram sites da direita nos EUA

Empresa diz que membros do grupo Fancy Bear tentaram roubar dados de grupos conservadores norte-americanos, numa tentativa de influenciar eleições intercalares de novembro. Rússia rejeita acusações.

A Rússia rejeitou as acusações da Microsoft de que piratas informáticos ligados ao governo russo tentaram atacar os sites de dois think-tanks de direita nos EUA, numa tentativa de interferir nas eleições intercalares norte-americanas de novembro.

A gigante informática revelou num comunicado que recuperou o controlo de seis domínios da Internet "criados por um grupo largamente associado ao governo russo e conhecido como Strontium, ou alternativamente Fancy Bear". No total, nos últimos dois anos, já encerraram 84 falsos sites associados com este grupo.

"Nós não sabemos de que piratas estão a falar, como influenciaram as eleições e no que essas conclusões foram baseadas", segundo o assessor da imprensa do Kremlin, Dmitry Peskov, citado pela Interfax.

A agência russa cita também uma fonte diplomática russa que descreve as acusações da Microsoft como parte de um jogo político. "A Microsoft está a jogar jogos políticos", disse a fonte não identificada. "As eleições ainda não aconteceram, mas já há acusações", acrescentou, dizendo que a empresa estava a agir mais como um procurador do que como uma empresa privada.

"Os atacantes querem que os seus ataques pareçam tão realísticos quanto possível e por isso criam sites e URLs que parecem os sites dos quais as suas vítimas podiam esperar receber um email ou visitar", acrescentou a Microsoft. Os sites falsos pediam aos utilizadores para preencherem o seu username e password, ficando com esses dados, mas não há provas de que tenham sido usados.

Os dois mais recentes alvos do grupo seriam o International Republican Institute, que promove princípios democráticos e é liderado por um grupo de diretores que inclui seis senadores republicanos, e o Hudson Institute, que discute temas como a cibersegurança. Três outros domínios foram desenhados para parecer ligados ao Senado dos EUA.

"Estamos preocupados que estas e outras tentativas representem uma ameaça de segurança a um número alargado de grupos ligados a ambos os partidos políticos norte-americanos no período que antecede as eleições intercalares de 2018", disse a Microsoft, anunciando uma nova iniciativa gratuita para garantir proteção a todos os candidatos e campanhas a nível federal, estadual e local, assim como think tanks e outras organizações políticas que possam estar sob ataque.

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Nuno Artur Silva

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