Michel Temer formalmente investigado na operação Lava Jato

Supremo Tribunal Federal do Brasil vai abrir inquérito para investigar o presidente do Brasil. "Não vou cair!", disse Temer

O juiz Edson Fachin, relator dos casos de corrupção da Operação Lava Jato do Supremo Tribunal Federal do Brasil, autorizou esta quinta-feira a abertura de um inquérito para investigar o presidente Michel Temer. Deste modo, Temer torna-se formalmente um dos investigados no âmbito da operação Lava Jato, segundo o G1.

O pedido foi feito pela Procuradoria Geral da República (PGR) com base numa denúncia feita pelos donos da JBS, os empresários Joesley Batista e Wesley Batista. Os dois gravaram uma conversa com o chefe de Estado na qual ele supostamente terá dado aval para o pagamento de suborno ao ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, preso por envolvimento nos casos de corrupção da Petrobras.

Temer será investigado pelo envolvimento num esquema para comprar o silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, segundo o Estadão.

Eduardo Cunha é tido como o principal motivador do processo de destituição de Dilma Rousseff e é um conhecido aliado de Temer, no partido PMDB. Cunha foi condenado no ano passado a 15 anos de prisão no âmbito da operação Lava Jato por crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão fraudulenta de divisas.

Segundo a constituição brasileira, citada pelo G1, o presidente apenas pode ser investigado por atos cometidos durante o exercício do mandato e com o aval do Supremo Tribunal Federal. Os incidentes narrados pelo empresário Joesley Batista terão ocorrido em março deste ano.

Esta quinta-feira, Michel Temer garantiu numa reunião com senadores que as acusações de que é alvo são falsas e fazem parte de uma conspiração. "Não vou cair!", disse Temer nesta reunião.

Não sou homem de cair de joelhos

O presidente cancelou todos os compromissos e deverá fazer uma declaração pública ainda esta quinta-feira. Várias pessoas pedem que Temer se demita e que seja iniciado um processo de destituição.

Segundo o Estadão, o presidente disse também esta tarde, antes de ser conhecida a decisão do Supremo Tribunal Federal, que não vai renunciar ao cargo. "Não sou homem de cair de joelhos", disse o presidente.

Michel Temer é presidente do Brasil há cerca de um ano, tendo tomado posse em maio de 2016, após o impeachment de Dilma Rousseff.

A Globo divulgou no Twitter esta quinta-feira imagens que mostrarão o deputado Rodrigo Rocha Loures, intermediário de Michel Temer, a receber subornos em dinheiro.

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