Menina de dez anos violada pelo tio dá à luz na Índia

Supremo Tribunal indiano recusou autorizar aborto

Uma criança de dez anos que foi violada repetidamente pelo tio e engravidou, deu à luz esta quinta-feira na Índia.

A criança não sabia que estava grávida e também não lhe foi dito que iria dar à luz. Segundo a BBC, o bebé nasceu num hospital na cidade de Chandigarh pelas 9:22 da manhã, 04:52 em Portugal continental. Pesa 2,5 kg. Mãe e recém-nascido encontram-se bem, disse um responsável do hospital à estação britânica.

A menina terá alegado que o tio a violou repetidas vezes nos últimos sete meses e o agressor foi entretanto detido. O Supremo Tribunal indiano recusou autorizar que fosse feito um aborto, depois de consultar um painel de médicos que considerou que terminar a gravidez às 32 semanas seria "demasiado arriscado".

A gravidez foi descoberta há cerca de um mês, quando a criança se queixou de dores de estômago e os pais a levaram ao hospital. O parto foi feito por cesariana e a explicação dada à menina foi que teria de ser operada porque tinha uma "pedra" no estômago.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?