Menina de dez anos violada pelo tio dá à luz na Índia

Supremo Tribunal indiano recusou autorizar aborto

Uma criança de dez anos que foi violada repetidamente pelo tio e engravidou, deu à luz esta quinta-feira na Índia.

A criança não sabia que estava grávida e também não lhe foi dito que iria dar à luz. Segundo a BBC, o bebé nasceu num hospital na cidade de Chandigarh pelas 9:22 da manhã, 04:52 em Portugal continental. Pesa 2,5 kg. Mãe e recém-nascido encontram-se bem, disse um responsável do hospital à estação britânica.

A menina terá alegado que o tio a violou repetidas vezes nos últimos sete meses e o agressor foi entretanto detido. O Supremo Tribunal indiano recusou autorizar que fosse feito um aborto, depois de consultar um painel de médicos que considerou que terminar a gravidez às 32 semanas seria "demasiado arriscado".

A gravidez foi descoberta há cerca de um mês, quando a criança se queixou de dores de estômago e os pais a levaram ao hospital. O parto foi feito por cesariana e a explicação dada à menina foi que teria de ser operada porque tinha uma "pedra" no estômago.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Adolfo Mesquita Nunes

A direita definida pela esquerda

Foi a esquerda que definiu a direita portuguesa, que lhe identificou uma linhagem, lhe desenhou uma cosmologia. Fê-lo com precisão, estabelecendo que à direita estariam os que não encaram os mais pobres como prioridade, os que descendem do lado dos exploradores, dos patrões. Já perdi a conta ao número de pessoas que, por genuína adesão ao princípio ou por mero complexo social ou de classe, se diz de esquerda por estar ao lado dos mais vulneráveis. A direita, presumimos dessa asserção, está contra eles.