Medicamento com canábis aprovado nos EUA

Epidiolex combate ataques epiléticos de síndromes raros

Um medicamento à base de canábis recebeu a aprovação para entrar no mercado norte-americano. O Epidiolex, que tem propriedades
medicinais no combate a formas mais resistentes ao tratamento da epilepsia, recebeu luz verde da agência norte-americana reguladora
do medicamento, a FDA. No entanto, ainda falta a aprovação de outra agência federal.

O medicamento, da farmacêutica GW, pode ser utilizado em crianças a partir de dois anos que padeçam de síndrome de Dravet e de
síndrome de Lennox-Gastaut, formas raras de epilepsia. Ensaios clínicos demonstram que a administração de Epidiolex reduz o número de ataques epiléticos em 40%.

O Epidiolex é composto de canabidiol, uma das substâncias ativas encontradas na cannabis sativa, bem como tetra-hidrocanabinol (THC), a substância psicotrópica que se encontra nos cigarros de marijuana, embora aqui numa percentagem mínima (menos de 0,1%).

O medicamento é feito com base numa solução líquida de canabidiol e, se o THC pode ser associado a efeitos como ansiedade, paranoia e alucinações, o canabidiol tem potencial para o tratamento de doenças mentais.
"Esta aprovação é um sinal de que o desenvolvimento de programas que avaliem de forma adequada os ingredientes ativos contidos
na marijuana pode levar a terapias médicas importantes", comentou o responsável da FDA, Scott Gottlieb.

A introdução no mercado norte-americano fica a aguardar a autorização por parte da entidade policial de combate aos narcóticos do Departamento de Justiça, Drug Enforcement Administration (DEA).

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.