Médica portuguesa há 20 dias retida em porto de Malta

A portuguesa Catarina Paulo, médica do Hospital Pedro Hispano, queria participar em missões de resgate no Mediterrâneo com a ONG alemã Sea Watch, mas navio está impedido de deixar o porto.

Juntando férias e folgas em atraso, a médica portuguesa Catarina Paulo, do Hospital Pedro Hispano, partiu para Malta no início deste mês, com o objetivo de integrar uma missão de assistência médica da ONG alemã Sea Watch no Mediterrâneo. No entanto, desde dia 2 desde mês que está retida num porto daquele país, com mais 21 elementos da tripulação, devido a problemas burocráticos que têm vindo a ser levantados pelas autoridades locais.

A história é contada pelo JN, ao qual a portuguesa se confessa "revoltada" com o que considera ser um "bloqueio" às organizações não governamentais por parte das autoridades maltesas, sob pressão de Itália.

A médica confessa a sua frustração com o impasse, sobretudo porque, enquanto o barco continua retido no porto, há refugiados a perderem a vida no mar. "Não conseguimos resgatar e não conseguimos salvar e há gente a morrer. Sabemos que há cadáveres a aparecer todos os dias", resume.

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