May responde a insinuações de Trump após atentado em Londres. "Nunca é útil especular"

Trump comentou atentado no Twitter, dizendo que os atacantes eram conhecidos da polícia. Polícia já terá identificado um suspeito

A primeira-ministra britânica falou aos jornalistas esta sexta-feira após a reunião do comité de emergência britânico, na sequência do atentado que fez 29 feridos no metro de Londres. E não se coibiu de comentar os 'tweet's de Donald Trump: o presidente norte-americano escreveu na rede social que "os terroristas falhados" estavam na mira da Scotland Yard e que a polícia britânica deveria ser "mais proativa".

A resposta de Theresa May foi curta e assertiva: "Julgo que nunca é útil especular sobre uma investigação que está a decorrer", comentou. Já um porta-voz da Scotland Yard disse mesmo que os comentários eram "inúteis" e "especulação pura". "Se alguém tem alguma prova ou informação, por favor contacte a linha telefónica antiterrorismo", acrescentou.

Entretanto, e tal como tinha sido avançado pelas agências internacionais, já depois de Theresa May desvalorizar os comentários de Trump, o presidente dos EUA telefonou a Theresa May para dar condolências na sequência do ataque de Londres e os dois terão igualmente discutido o lançamento de mais um míssil da Coreia do Norte.

Um suspeito identificado

Ao início da tarde desta sexta-feira, a Sky News avançava que a polícia já teria identificado um suspeito do ataque no metro, depois de rever as imagens das câmaras de vigilância no local. Pelo menos uma pessoa estará a monte.

A primeira-ministra britânica disse ainda que a bomba na carruagem do metro tinha intenção de causar "estragos significativos", agradecendo aos serviços de emergência pelo profissionalismo e coragem. O nível de alerta no Reino Unido, que é "severo", não vai subir para "crítico", informou ainda May. "A ameaça terrorista que enfrentamos permanece severa mas ao trabalharmos em conjunto conseguiremos derrotá-los", frisou, considerando o ataque "cobarde".

A explosão que se registou esta manhã no metro de Londres, na estação de Parsons Green, está a ser tratada como um ataque terrorista. Um saco de plástico começou a arder às 08:21, depois de se ter sentido uma explosão, no interior de um comboio com capacidade para transportar 865 passageiros. Ao final da tarde, os serviços de saúde informaram que tinham tratado, ao todo, 29 pessoas com ferimentos do explosivo.

A Polícia Metropolitana confirmou que a explosão e o incêndio foram provocados por um engenho explosivo artesanal. Segundo o The Guardian, que cita fontes policiais, o engenho não terá detonado na totalidade, pelo que as consequências poderiam ter sido mais trágicas.

"Cheirava a um extintor de incêndios e havia espuma no chão", contou Rory Rigney, de 37 anos, ao The Guardian, acrescentando que viu "fios vermelhos" no saco e que o incêndio parecia uma "bola de fogo amarela ou laranja".

"Ouvi um grande barulho e depois fumo e uma coluna de fogo a subir", contou Gillian Wixley, de 36 anos. "Não foi uma grande explosão, foi mais o barulho e o fogo. Aconteceu tudo muito rápido".

Ler mais

Exclusivos

Premium

Anselmo Crespo

No PSD não há inocentes

Há coisas na vida que custam a ultrapassar. A morte de alguém que nos é querido. Uma separação que nos parece contranatura. Ou uma adição que nos atirou ao charco e da qual demoramos a recuperar. Ao PSD parece terem acontecido as três coisas em simultâneo: a morte - prematura para os sociais democratas - de um governo, imposta pela esquerda; a separação forçada de Pedro Passos Coelho; e uma adição pelo poder que dá a pior das ressacas em política.