Schulz responde a Trump: "é especialista em estatísticas criminais"

Ex-líder do SPD alemão e ex-presidente do Parlamento Europeu respondeu, também no Twitter, às acusações do presidente dos EUA de que a criminalidade está a subir na Alemanha

Martin Schulz respondeu à letra a Donald Trump. E também no Twitter. "Donald Trump é um especialista em estatísticas criminais: pagamentos a estrelas porno, contactos ilegais com russos e diretores de campanha presos".

O ex-líder do SPD e ex-presidente do Parlamento Europeu reagiu assim às acusações feitas pelo presidente norte-americano de que a entrada de migrantes e refugiados fez com que a criminalidade aumentasse na Alemanha.

"O crime na Alemanha subiu 10% desde que deixaram entrar os migrantes (as autoridades não querem reportar estes números). Outros países estão ainda pior. Sê inteligente América!", escreveu Trump, na sua conta de Twitter.

Mas este não foi o único tweet do líder norte-americano sobre os alemães numa tentativa de justificar a sua política de imigração, bastante criticada estes dias por causa dos casos das crianças separadas dos pais na fronteira entre o México e os EUA.

"O povo alemão está a voltar-se contra os seus dirigentes à medida que a imigração abala a já frágil coligação de Berlim. A criminalidade na Alemanha é muito alta. Grande erro em toda a Europa deixar entrar milhões de pessoas que mudaram a sua cultura de modo tão forte e violentamente", escreveu, acrescentando: "Não queremos que o que se passa com a imigração na Europa se passe connosco".

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Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.