Marine Le Pen desafia autoridades e recusa prestar declarações

A líder da Frente Nacional tinha sido convocada para prestar declarações

Marine Le Pen informou as autoridades que não irá prestar declarações, pelo menos antes das eleições legislativas. A líder da Frente Nacional tinha sido convocada para testemunhar no âmbito do caso de uso indevido de fundos europeus, mas fez saber que não irá colaborar, avança o Le Monde.

O advogado de Marine Le Pen confirmou ao jornal francês que esta apenas estará disponível para prestar declarações após as legislativas de 11 e 18 de junho e remeteu para os comentários que esta tinha feito na quarta-feira. "A Justiça não é um poder, é uma autoridade. Não deve vir perturbar, através de um inquérito que se pode desenrolar mais tarde, que se poderia ter desenrolado antes da campanha presidencial, pois é um momento democrático importante, fundamental no nosso país", disse.

O Le Monde explica que o facto de faltar a uma convocatória da Polícia Judiciária não tem consequências para Marine Le Pen, uma vez que esta goza de imunidade parlamentar por ser deputada do Parlamento Europeu.

O Parlamento Europeu acusa Le Pen de usar fundos parlamentares para pagar a dois funcionários que trabalharam para a Frente Nacional em França e não nas instalações do órgão. A líder do partido da extrema-direita recusou devolver os fundos e o Parlamento Europeu começou a descontar mensalmente a quantia de 16 mil euros, até totalizar a verba em dívida.

Le Pen tem repetidamente negado as acusações, que classifica como uma vingança política, mas a chefe de gabinete, Catherine Griset, foi formalmente acusada de abuso de confiança, depois de ter sido ouvida pelas autoridades, na quarta-feira passada. Um guarda-costas de Le Pen, Thierry Legier, também foi interrogado pela polícia anticorrupção, mas não foi acusado.

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