Rajoy: "Foi uma honra deixar uma Espanha melhor do que a que encontrei"

Mariano Rajoy já felicitou o sucessor, Pedro Sánchez. Moção está a ser votada

"Foi uma honra ser presidente do governo de Espanha, foi uma honra deixar uma Espanha melhor do que a que encontrei", foi assim que o ainda chefe do Governo espanhol, Mariano Rajoy, começou a intervenção no parlamento espanhol onde esta sexta-feira se debate a moção de censura contra o Governo que deverá ser aprovada pela maioria absoluta de deputados. A votação da moção começa às 10h01 de Lisboa.

Mariano Rajoy falou depois para Pedro Sanchez,,líder do PSOE, que será o novo chefe de governo de Espanha.

"Oxalá que o meu substituto possa, um dia, dizer o mesmo. É o que desejo, pelo bem da Espanha. Creio que cumpri com o mandato político que me foi investido, o de servir a vida das pessoas. Se alguém se sentiu prejudicado por esta Câmara ou fora dela, peço desculpa. Obrigado a todos e especialmente ao meu grupo parlamentar. Obrigado aos espanhóis por me compreenderem e apoiarem, e desejo boa sorte a todos pelo bem de Espanha", terminou.

O voto anunciado na quinta-feira dos cinco deputados do Partido Nacionalista Basco (PNV) deverá, assim, dar ao secretário-geral do PSOE a maioria absoluta de mais de 176 lugares necessários para afastar Mariano Rajoy e automaticamente ocupar o seu lugar à frente do executivo espanhol.

Os deputados estão a votar um a um

A provável queda do executivo de Mariano Rajoy, que esteve seis anos à frente dos destinos de Espanha, é provocada depois de vários ex-membros do PP terem sido condenados na semana passada a penas de prisão por terem participado num esquema de corrupção que também beneficiou o partido.

O Cidadãos (direita liberal) retirou o apoio que até agora dava ao PP, mas recusa votar a moção de censura ao lado do PSOE, insistindo na antecipação das eleições.

Rajoy recusou até agora apresentar a sua demissão antes da votação da moção de censura, a única forma de se manter no poder o tempo necessário para organizar eleições antecipadas e impedir a chegada ao poder dos socialistas.

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