Mais 68 municípios em situação de emergência devido à febre amarela

53 pessoas morreram por febre amarela no país entre julho de 2017 e 23 de janeiro de 2018

O governador do estado brasileiro de Minas Gerais, Fernando Pimentel, incluiu mais 68 municípios no decreto de situação de emergência em saúde pública por causa do surto de febre amarela, divulgou a imprensa brasileira.

De acordo com o portal de notícias G1, 162 dos 853 municípios do estado de Minas Gerais estão agora nas áreas onde há maior incidência da doença.

A medida, que alterou o decreto de 19 de janeiro, foi publicada hoje no Diário Oficial de Minas Gerais

Foram incluídas cidades nas unidades regionais de saúde de Barbacena e de Juiz de Fora, na Zona da Mata, além das áreas de Belo Horizonte, Itabira e Ponte Nova, que já constavam do decreto original.

O último balanço da secretaria de Saúde de Minas Gerais, feito na última terça-feira, indicou que já havia 25 mortes relacionadas com a doença.

O decreto autorizou a dispensa de licitação para "aquisição pública de materiais e a contratação de serviços estritamente necessários ao atendimento da situação emergencial".

A medida também cria a "Sala de Situação", cujo objetivo é monitorizar e coordenar as ações administrativas autorizadas neste decreto.

Representantes das secretarias de estado de Saúde, Governo, Meio Ambiente e Agricultura, além do gabinete militar farão parte do grupo.

Por outro lado, o estado de São Paulo dá início hoje a outra fase da campanha de vacinação contra febre amarela em regiões consideradas de risco.

A dose fracionada, que imuniza durante oito anos, será distribuída em bairros da capital e em 53 outras cidades e pretende-se vacinar nove milhões de pessoas, segundo o governador Geraldo Alckmin.

No Rio de Janeiro, a campanha também começa hoje na capital e na Região Metropolitana. A princípio, cerca de cinco milhões de pessoas ainda precisam ser imunizadas nesta região.

O Ministério da Saúde brasileiro divulgou, na quarta-feira, que 53 pessoas morreram por febre amarela no país entre julho de 2017 e 23 de janeiro de 2018.

O número de casos confirmados aumentou para 130 e outros 162 casos suspeitos estão sob investigação.

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