Maiores reservas de crude do mundo pertencem aos EUA

Reservas até agora inexploráveis tornaram-se acessíveis pelo uso de novas tecnologias, colocando os norte-americanos no topo dos produtores mundiais de petróleo

Os Estados Unidos da América têm mais crude por explorar do que qualquer outro país no planeta, segundo um estudo agora divulgado pela Rystad Energy, empresa de investigação com sede na Noruega.

De acordo com relatório da Rystad Energy, as reservas americanas (264 mil milhões de barris) são superiores às da Rússia, que dispõe de 256 mil milhões de potenciais barris de petróleo, da Arábia Saudita (com 212 mil milhões), do Canadá (com 167 mil milhões), do Irão (com 143 mil milhões) e do que o Brasil (com 120 mil milhões de barris).

No entanto, as estimativas mais conservadoras relativamente às reservas já provadas põem os EUA na quarta posição, atrás da Arábia Saudita, Rússia e Irão.

Mais de metade das reservas dos Estados Unidos são de petróleo de xisto não convencional, previamente inexplorável, mas agora alcançável face à evolução tecnológica e ao processo de fracking, a fratura hidráulica, método de extração deste recurso.

De acordo com o estudo, estas duas mudanças alteraram o panorama energético mundial e catapultaram os norte-americanos para o topo da lista dos produtores mundiais de petróleo, podendo agora assumir um maior peso nesse sector, especialmente com a esperada recuperação dos preços.

"O potencial de crescimento é muito grande nos Estados Unidos", confirma a empresa. Ainda assim, a produção norte-americana diminuiu ligeiramente no último ano na sequência da baixa do preço do barril (que tornou o mercado apenas rentável para os maior campos de petróleo de xisto.)

A Rystad estima que, em todo o mundo, exista o equivalente a 2,1 biliões de barris de petróleo por explorar, 70 vezes mais do que a produção anual, o que, segundo a CNN, realça o reduzido tamanho das reservas alcançáveis.

Mesmo no atual cenário económico, a procura tem aumentado, o que ameaça a manutenção do sistema. O investimento da China e da Índia no mercado automóvel deverá dificultar ainda mais esta situação. "O petróleo por si só não poderá satisfazer a crescente necessidade de transporte individual", conclui o estudo.

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